segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

PEQUENOS GIGANTES - por Gustavo Cavalheiro

Somos culpados! Nossa sordidez é espezinhar os grandes clubes e torcer pelos Davis contra os Golias do futebol. Se há um confronto entre um time grande e um pequeno, todos (com exceção aos torcedores deste grande) torcem com alma e coração, como se pedissem clemência pelas maldades que seu time tiver feito aos simpáticos e minúsculos times pela História.

Adoramos um mal-feito, como diria a minha avó. É parte de ser humano torcer pelos menores e o compromisso dessa torcida é tão fugaz, quanto como ele é formado. Um compromisso que dura de 90 à no máximo 180 minutos, dependendo do torneio.

E quem são os novos pretendentes a namoradinhos do Brasil em 2008? Como andam os pequenos nos estaduais?

No Estadual do Rio de Janeiro os pequenos buscam um lugar na lista da fama dos campeões, formada exclusivamente por times da cidade do Rio de Janeiro (Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, América, Bangu, São Cristovão e o extinto Paissandu).

Do simpático Ameriquinha, aos novatos Cardoso Moreira e Resende os focos são diferentes. Alguns querem se manter na primeira, outros querem buscar uma vaga nas semi-finais dos turnos e por que não dizer um caneco pra exibir no seu salão nobre. A receita de muitos destes pequenos para atingir suas metas é pintar na luta com velhas novidades como Viola (Duque de Caxias); Odvan (Madureira); Válber (América) e que tais.

Misturar experiência com a correria da molecada sempre foi uma boa aposta, no Campeonato Paulista, Amaral e Ávalos se juntaram aos garotos do Barueri para por o time num lugar ao sol.

Ainda estamos no começo e os resultados dessas técnicas de times de aluguel de empresários, times de garotos, times de vovôs medalhões ou simplesmente times (pura e simplesmente times), não são nada conclusivos, mas os primeiros destaques nestas rodadas tem sido a eterna desafiante Ponte Preta e o Marília, que estão na briga por ser O Desafiante aos 4 grandes e a Lusinha.

Arrisco dizer que dos 4 grandes (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), um perderá lugar nas semi-finais, ou para a Lusa, ou na melhor hipótese para um Bragantino, São Caetano, Marília e Ponte (mesmo tendo um amigo bugrino que jura que a Ponte sempre pipoca na hora H e não se deve apostar nela jamais).

Guaratinguetá e Barueri disputarão uma Copa do Interior e pelo que pinta, o Guarani subiu pra cair. Acorda Bugre!

No Rio Grande do Sul ainda é muito difícil falar quais serão as surpresas, pois convenhamos que qualquer coisa diferente de um Gre-nal já é zebra. Fora que o torneio tem muitas possibilidades abertas pelo formato da disputa brilhantemente criado.

Partindo para o Paraná, o Trio de Ferro (Atlético, Coritiba e Paraná) tem tudo para ter mais uma visita inesperada na final. O atual campeão Adap/Galo Maringá, Londrina, Iraty e Cianorte podem atropelar. (momento Mãe Dinah, será?)

Esse cenário pinta em Pernambuco, mas olhando os elencos com calma, dificilmente Sport e Náutico escaparão de se cruzaram numa grande final.

Mineiramente me coloco no muro, ao depositar as fichas em dois: Atlético e Cruzeiro, com uma ampla vantagem sobre a terceira força do estado, o Ipatinga.

Nossos Pequenos Gigantes ainda estão quietos, mas pode esperar que na Copa do Brasil eles atacarão com sangue no olho e a boca cheia de dentes, prontos para nos surpreender torcendo por eles até nas quartas, com sorte numa semi, mas deixa disso e nem perca seu tempo por que 2008 é ano de time grande de ponta a ponta do país.

Caneco, só para times do Clube dos13!