quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

DIFICULDADES PARA O PEIXE- Por Rodrigo Curty

O Grupo 6 da Libertadores não será moleza para o Peixe. A chave conta teoricamente apenas com um time forte, o Chivas do México. Mas a altitude de 3700 metros a favor de San Jose e com o Cúcuta que no ano passado chegou as semi-finais, não será surpresa se o time de Leão ficar de fora.

Chivas Guadalajara: É o grande favorito para passar as próximas fases da Libertadores. No elenco estão dez jogadores que já tiveram passagem pela seleção mexicana.
Tem como objetivo repetir as façanhas de 2005 e 2006, quando chegou as semi finais da competição.
O Chivas é propriedade de Carlos Vergara, um dos homens mais ricos do México, e quer fazer história.
Para os adversários, fica a torcida para que o Chivas, dê preferência à Liga Mexicana, torneio que acontece simultaneamente.

Entre os destaques da equipe estão o goleiro Luis Michel e o atacante Omar Bravo, segundo maior artilheiro da história do clube.

Time-base: Michel, Rodríguez, Reynoso e Magallón; Báez, Araújo, Ávila, Ramón Morales e Santana; Omar Bravo e Medina. Técnico: Efrain Flores.

SANTOS: O time da Vila não vai nada bem no Campeonato Paulista. A esperança dos torcedores que a cada dia conturbam o ambiente do Peixe e que não estão nada satisfeitos com o desempenho e elenco para temporada.

O time que ainda está em formação teve perdas consideráveis para essa Libertadores. A começar pela saída de Vanderlei Luxemburgo para o também vitorioso Emerson Leão. Saíram também jogadores importantes como Maldonado, Pedrinho e Marcos Aurélio.

A esperança vai muito além de Kleber, Fabão e Kleber Pereira. Leão torce também por um bom desempenho dos garotos da base, como Alemão, Carleto e Thiago Luís, mas o tempo para mostrar serviço é pouco. Eles se juntam aos estrangeiros, o equatoriano Quiñonez, o argentino Trípodi, e o colombiano Mauricio Molina.

Apesar de tudo, o time deve passar a próxima fase pela tradição. Na primeira rodada, conseguiu um bom empate na Colômbia, contra o Cúcuta.

Time-base: Fábio Costa, Domingos, Betão e Adaílton; Denis, Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata e Kléber; Tiago Luís e Kléber Pereira. Técnico: Emerson Leão.

Cúcuta: O time é completamente diferente do ano passado, quando a equipe chegou entre os quatro melhores no torneio. Deve ter problemas para avançar.
Hoje o comando é de Pedro Sarmiento, campeão colombiano com o Independiente Medellín em 2004 e com o Deportivo Cali em 2005.

Saíram da equipe jogadores de qualidade como o zagueiro Walter Moreno e o meia David Córdoba, ambos para o Nacional de Medellín.

O mesmo não acontece com os jogadores que chegaram. São eles: Os atacantes colombianos Arriaga e Castillo, o argentino Matías Urbano, além do zagueiro Flavio Córdoba e os meias Mauricio Romero, William Zapata e Freddy Arizala, que jogavam no futebol local. Se passar é zebra.

Time-base: Andrés Saldarriaga, Elvis Rivas, Roberto Peñaloza, Flavio Córdoba, Elvis González; Nelson Flórez, Charles Castro, Lin Carlos Henry, Macnelly Torres; Diego Aroldo Cabrera e Matías Urbano. Técnico: Pedro Sarmiento.

San José: O time boliviano tem como grande arma a altitude. O clube que retorna a competição após 12 anos tentará pela primeira vez passar da primeira fase no torneio.

O principal jogador do time é o meia-esquerda brasileiro Alex da Rosa, responsável por criar a maioria das jogadas de ataque e também pelos gols. O San José também conta no elenco com o volante brasileiro Sandro Coelho.

Vamos ver como o time se comportará fora de casa. Na primeira saída, derrota por 2x0 contra o Chivas. É o pior do grupo.

Time base: Vaca, Suárez, De Castro, Palacios e García; Sandro Coelho, Morejon, Darwin Peña e Alex da Rosa; Cerruti e Oviedo. Técnico: Marco Ferrufin