domingo, 24 de fevereiro de 2008

EMOÇÃO NO GRUPO DA MORTE - Por Rodrigo Curty

O grupo oito da Libertadores é considerado por muitos como o grupo da morte. Por isso, o Fluminense não terá vida fácil nessa sua terceira participação na Libertadores.

O tricolor carioca, vai encarar adversários complicados como o Libertad do Paraguai, o Arsenal da Argentina e a LDU do Equador. Esse que massacrou os tricolores jogando na altitude, mas que não saiu de um 0x0 heróico para o Fluminense.

Provavelmente emoção não vai faltar em nenhum dos jogos do grupo, principalmente nos jogos na casa dos adversários que não poderão dar ao luxo de perder pontos. Podem apostar.

Conhecendo as equipes:

Fluminense: Esse ano os torcedores tricolores sonham com o título inédito para se igualar aos rivais Flamengo e Vasco que já levantaram o caneco.

São 23 anos de espera para o grande objetivo na temporada. Para a busca do tão sonhado título, o Flu trouxe seis caras novas para as Laranjeiras. São eles: O volante Ygor, ex Vasco, e que estava no Start, da Noruega, o meia Dario Conca também ex Cruzmaltino são as peças para o meio campo. Na lateral esquerda chega ainda por meio de incerteza, Gustavo Nery, ex-Corinthians.

Mas a força e a confiança de um bom desempenho no torneio estão no trio de ouro do ataque. Chegaram Dodô, ex-Botafogo, Washington, que veio do Urawa Reds do Japão e Leandro Amaral, mais um que deixou o Vasco pelo Tricolor.

No comando da equipe está Renato Gaúcho que já conquistou a Libertadores em 1983, pelo Grêmio. Sem dúvida o que não vai faltar pra ele é dor de cabeça para definir a melhor formação da equipe. Seja o 4-3-3 como usa no carioca ou o 4-4-2 como iniciou a Libertadores.

Time-base: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor, Arouca e Thiago Neves; Dodô, Leandro Amaral e Washington. Técnico: Renato Gaúcho.

Libertad - O time paraguaio chega ao torneio como bicampeão do seu país. Nos últimos seis anos, o Libertad levou quatro canecos, o que mostra o forte entrosamento da equipe.

Para chegar longe na Libertadores desse ano o time foi mantido, com exceção do goleiro Bava, negociado com o Atlas do México. Em 2007, o time caiu nas quartas contra o clube que acabaria campeão da edição, o forte Boca Juniors. Na última lista da seleção paraguaia, o clube liberou cinco jogadores: Balbuena, Cáceres, Aquino, López e Romero.

O Libertad é de propriedade do empresário milionário Horacio Cartes, promete incomodar, mesmo estando em um grupo complicado.

Para a temporada foi contratado o atacante Nelson Cuevas, 28 anos e experiência de ter passado os 10 anos últimos anos fora do seu país, atuando na Argentina, no México e na China.

Time-base: González, Balbuena, Sarabia, Benítez e Cardozo; Cáceres, Sergio Aquino, Pouso e Vladimir Marín; Gamarra e López. Técnico: Rubén Israel.

Arsenal – O Arsenal junto com o San Lorenzo e Estudiantes são as zebras argentinas no torneio desse ano.

O clube que fez um belo ano de 2007, principalmente pela conquista da Copa Sul-Americana, estréia confiante em avançar na competição. Se fizer a lição de casa pode ser um dos classificados da chave da morte. No primeiro duelo em casa, venceu o Libertad por 1x0.

O Arsenal manteve no comando, Gustavo Alfaro. Para tentar novas façanhas, o time que joga muito na base da velocidade, confia na raça e no conjunto, pois não se reforçou com nenhum grande nome para temporada.

A confiança da torcida continua nos pés do atacante Calderón, veterano de 37 anos e que já marcou 14 gols em 24 partidas pela Libertadores.

Time-base: Cuenca, Gandolfi, Jossimar Mosquera, Matellán e Cristian Díaz; Carrera, Casteglione, Andrés San Martín e Andrizzi; Alejandro Gómez e Calderón. Técnico: Gustavo Alfaro.

LDU – A altitude é a principal força do atual campeão equatoriano. Mas na primeira rodada, o time não conseguiu vencer a defesa do Fluminense e não saiu do 0x0, resultado decepcionante para o torcedor.

O LDU assim como no ano passado, não deu muita sorte na chave sorteada, mas espera ter uma melhor participação nesse ano. Mas para isso não poderá tropeçar mais jogando em casa.

O time para a temporada foi reformulado. Foram contratados os goleiros José Francisco Cevallos e Daniel Viteri, os meias Éder Vaca e William Araújo, e os atacantes Agustín Delgado, Franklin Salas e Claudio Bieler, esse considerada a melhor contratação.

Time-base: Cevallos, Calle, Araujo, Jairo Campos e Ambrosi; Enrique Vera, Urrutia, Luis Bolaños e Manso; Iván Kaviedes e Bieler. Técnico: Edgardo Bauza.

Agora é bola na rede e sobrevivência para os dois melhores da chave.