quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

FAVORITISMO ARGENTINO - Por Rodrigo Curty


Hoje vou comentar do Grupo 2 da Libertadores. Sem sombra de dúvidas se alguém tiver que cravar nos favoritos dessa chave, arriscariam nos argentinos, mas como sempre na competição, as surpresas podem aparecer.

Quais são as equipes do Grupo 2:

Estudiantes:

O clube chega à Libertadores graças ao título do Torneo Apertura, conquistado em dezembro de 2006. Longe de ser como aquele time campeão após 23 anos de jejum já que não conta com jogadores como o meia José Sosa e o atacante Pavone, o clube aposta na tradição, já que é tricampeão da Libertadores (1968/69 e 70).

A equipe trás também como grande atração para o torneio o experiente Sebástian Verón de 32 anos, referência e líder da equipe.

Outro que joga na atual equipe, é um conhecido principalmente dos são-paulinos, trata-se de Leandro Desábato, zagueiro que ficou conhecido dos brasileiros em 2005, quando se referiu de maneira racista ao atacante Grafite em um São Paulo x Quilmes.

O time aposta na formação com três atacantes e na ousadia para ir longe no torneio.

Time-base: Andújar, Angeleri, Alayes, Desábato e Díaz; Verón, Braña e Benítez; Salgueiro, Maggiolo e Piatti. Técnico: Roberto Sensini.

Lanús:

O atual campeão argentino (Torneo Apertura) chega à Libertadores com mais confiança, mas ainda sem ter experiência no torneio.

Com objetivo de ser cada vez mais reconhecido internacionalmente, o time Grená tem no meia Valeri, o seu grande articulador. O Lanús aposta na base da equipe campeã e na união para seguir em frente, já que a diretoria não fez nenhuma grande contratação para temporada 2008.

Time-base: Bossio, Graieb, Quintana, Faccioli e Maxi Velázquez; Blanco, Pelletieri, Fritzler e Valeri; Acosta e Sand. Técnico: Ramón Cabrero.

Danúbio:

O país pode não estar em ascensão há muitos anos, mas acredita suas fichas em um time que ganhou tudo no Uruguai na temporada 2006/07.

Atual vice-campeão do Apertura, atrás apenas do Defensor, o Danúbio chega ao torneio pela quinta vez e tem como sua melhor campanha, o ano de 89 quando chegou às semifinais.

O destaque da equipe é o goleiro Conde, que vem sendo convocado para defender a seleção uruguaia.

Outro ponto forte da equipe são os trabalhos nas divisões de base, tanto que cinco titulares foram formados no próprio Danubio.

No setor defensivo, o clube conta com o experiente zagueiro Lembo, que disputou a Copa de 2002 pelo Uruguai. No ataque, o Danúbio acredita no potencial de Carlos Moral e do paraguaio Florentín, ex-Palmeiras, que estava no rival Nacional.

Time-base: Conde, Abelenda, Lembo, Rodríguez e Malrrechaufe; Rodríguez, Pedro Irala, Jorge García e Cresceri; Bardaro e Morales. Técnico: Gustavo Dalto.

Deportivo Cuenca:

O mais fraco do grupo, a considerada zebra, já conseguiu uma boa vitória contra o Estudiantes. O ponto forte da equipe sem dúvida será a altitude. Serão 2800 metros a favor do Cuenca

O time que chega a sua quarta libertadores(76,77 e 2005) joga no esquema 4-4-2. Para tentar surpreender os adversários e conseguir passar pela primeira vez para outras fases, contratou jogadores para todos os setores.

Na defesa, Arlin Ayoví e Mariano Mina se juntam ao grande nome da equipe, o zagueiro Marcelo Feitas, capitão desde a temporada de 2005. No meio-campo chegaram Leonardo Soledispa. A missão de balançar as redes serão de Gustavo Figueroa e Édison Preciado, além dos argentinos Barrionuevo, Toledo e Ferradas, esse autor do gol da vitória contra o Estudiantes.

Time-base: Klimowicz, Moreno, Fleitas, Ayoví e Bohórquez; Arévalo, Barrionuevo, Soledispa e Castillo; Toledo e Ferradas. Técnico: Gabriel Perrone.