sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

FAZ PARTE DO ESPETÁCULO - Por Rodrigo Curty

O Futebol sempre foi e sempre será um motivo para o torcedor vibrar, cantar, sorrir, chorar e provocar.

Mas assim como tudo na vida, as coisas devem ter um limite, tanto para quem provoca como para quem recebe a provocação. O atacante Souza do Flamengo no jogo da última quarta-feira contra o Cienciano, após marcar um gol, saiu fingindo um choro.

Muitos dizem que para provocar o rival. Talvez por entrar no embalo da torcida que cantava a nova música rubro-negra. Se foi ou não, o certo que é foi dado pano prá manga. Tudo indica que no dia 16 de março, Flamengo e Botafogo farão um jogo mais tenso que um digno de final.

O Flamengo venceu a taça Guanabara no último final de semana e até hoje, e se bobear ainda por mais 10 anos, será contestado pelo time do Botafogo e seus torcedores. Mas cá entre nós, o juiz do jogo, Marcelo de Lima Henrique realmente foi o maior astro do espetáculo e errou para ambos os lados.

Marcou um pênalti que nem todos têm coragem de marcar, mas quando marcado deveria apontar tantos outros que ocorrem por causa de puxões, cotoveladas e por aí vai. Errou ao expulsar os jogadores de ambos os times, ao não marcar falta criminosa, impedimentos errados, ou seja, não foi isso que fez o Fogão, um time glorioso, mas que teve um comportamento de time pequeno nas entrevistas pós-jogo perder o título.

Essas provocações não é um privilégio desse jogo do último domingo. Relembro agora, apenas alguns para nosso leitor do EA!

1993 - Viola imita um porco após marcar um gol contra o Palmeiras na 1ª final do Paulistão. No jogo seguinte o troco, o Corinthians perdeu o título com uma sonora goleada de 4x0. E ainda por cima fez o maior rival quebrar o jejum de títulos que era de quase 18 anos.

1995 – Romário jogava no Flamengo e mandou a torcida do Vasco se calar e levar lenço no jogo. Detalhe que o Flamengo venceu por 1x0, gol dele. Na comemoração as mãos nos olhos como se chorasse. Nesse ano que era comemorado o centenário do clube, o Fla conquistou apenas a Guanabara. Perdeu o título para o Fluminense que tinha Renato Gaúcho, que em todo time que defendeu saia com o dedo na boca, mandando a torcida adversária se calar.

1997– Edmundo na final do Carioca dança a “dança da bundinha” em frente ao zagueiro Gonçalves. No final Dimba empata e o título vai para General Severiano. Que teve a torcida e o time do Botafogo respondendo com dança aos vascaínos.

Paro por aqui senão haja espaço, mas o que deixo para você leitor pensar é que esse tipo de comportamento provavelmente não irá acabar. Normalmente no final que provoca sai perdendo, mas para os torcedores, vale o momento presente e a brincadeira com o rival.

E lembrem-se nada como um dia após o outro.

Bom divertimento e torça sem violência.
foto: site uol