sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

VIOLA DESAFINADA - Por Rodrigo Curty

Paulo Sérgio Rosa teve pedido de prisão preventiva decretada no Rio de janeiro pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, do 1º Juizado da Violência Doméstica Familiar.

O que isso tem a ver? É que Paulo Sérgio Rosa é na verdade o jogador Viola. Antes de entrar nesse detalhe, retrato algumas passagens do jogador no futebol brasileiro e mundial.

Viola sem dúvida tem muita história no futebol. Virou ídolo muito cedo, precisamente em 1988, quando fez o gol da vitória do Corinthians na final do paulista contra o Guarani no Brinco de Ouro.

O torcedor corinthiano considera Viola um dos maiores ídolos do time na década de 90, mas precisamente em 1992. Antes, em 1989, por causa de uma fase de vacas magras, foram três meses sem marcar gols, o que fez com que vestisse as camisas de São José e a do Olímpia.

Quando retornou ao Parque São Jorge, Viola estava mais maduro e caiu novamente nos braços da Fiel.

Teve seu grande momento de estrela na Copa dos Estados Unidos, quando atuou somente por 15 minutos. Foi à realização de um sonho do jogador que nasceu na Vila Brasilândia, e que voltou da Copa quase como um herói nacional.

Viola também teve uma breve passagem no futebol internacional. Foi mal, é verdade. Defendeu no primeiro momento o Valência, da Espanha. Por causa da saudade e a não adaptação, principalmente pela falta do arroz e feijão.

Viola voltou ao Brasil, desta vez para o Palmeiras, grande rival do Timão, inclusive sem se esquecer do gol, em que o irreverente imitou um porco. É verdade que não decepcionou, mas por causa dessa falta de respeito com o time palestrino, a torcida acelerou a sua saída do Parque Antártica.

Em outro grande time paulista, o Santos, o atacante conquistou pela primeira vez a artilharia do Campeonato Brasileiro, em 1998, com 21 gols e conquistou com o Peixe o título de campeão da Copa Conmebol. Na Vila, Viola também teve problemas com torcedores, o que tornou sua permanência insustentável. Em seu retorno em 2001, o sucesso não foi o mesmo.

Antes desse retorno, o artilheiro defendeu o Vasco, e foi em São Januário que o jogador teve uma boa fase na carreira. Ele conquistou a Copa Mercosul e a Copa João Havelange em 2000. Foi no time da Colina também que teve um sério problema... conto a seguir.

De 2001 a 2004, Viola defendeu o desconhecido outro time no exterior, o Gaziantepspor, da Turquia. Mas a exemplo de quando saiu do Valencia, Viola optou por voltar ao país.

Destino dessa vez, Campinas, e com a camisa do Guarani. Foi decepcionante. Viveu momentos conturbados e caiu com o time para Série B do Campeonato Brasileiro.

Mesmo não sendo titular em toda a campanha bugrina, foi o goleador do time no Brasileirão, com 10 gols, e entrou na lista dos 10 maiores artilheiros dos campeonatos nacionais, em 10º lugar, com 92 gols. Em 2005, o atacante defendeu as cores do Bahia na Segunda Divisão, e não conseguiu levar o Tricolor de volta à Série A.

No ano seguinte, teve uma breve passagem no Juventus. Foi no time da Mooca que acabou detido por portar uma espiguarda, e assim obrigado à passar três dias preso na Cadeia Pública de Barueri.

Em 2007, defendeu o Uberlândia, mas por causa de indisciplina acabou dispensado no final do campeonato mineiro.

Hoje Viola defende o time do Duque de Caxias, que disputa o Campeonato Carioca. Jogador de 39 anos, que prometeu jogar até os 60 anos de idade, passa por um mau momento na carreira.

Viola teve pedido de prisão preventiva decretada, e é procurado pela Justiça do Rio, que já enviou comunicados para oficiais de Justiça do Rio, São Paulo e Duque de Caxias para sua detenção.

O atleta terá que prestar depoimento à polícia pela acusação de ter agredido, o torcedor Luiz Henrique de Oliveira Tavares em 2002, época em que atuava no Vasco Da Gama.

O torcedor vascaíno afirma ter sido agredido com chutes, socos e, até mesmo, golpes com um martelo de borracha. Durante esses quase seis anos de processo, o atacante teria se negado a assinar a intimação de crime de lesão corporal e, por isso, teve a prisão decretada.

Ninguém é a favor de violência, e os jogadores devem entender que o torcedor é movido pela paixão e tem o direito de reclamar, de xingar, mas jamais usar de violência física.

Vamos aguardar os próximos capítulos da vida de Viola.