quarta-feira, 26 de março de 2008

HIPISMO POR MARIANA - Por Mariana Franceschinelli

Hoje o EA! abre seu espaço para o texto da jornalista Mariana Franceschinelli. Ela que já foi uma amazona profissional, descreve sua paixão pelo hipismo e o que espera da Olimpíada de Pequim. Espero que gostem!!!

Ah! Como eu esperei por 2008. Ano de Jogos Olímpicos. De despertar a paixão adormecida há quatro anos. De se envolver com os momentos de superação. De acompanhar os novos recordes, de sofrer com as derrotas. E claro. De se emocionar com cada vitória conquistada.

Um quinto da população mundial terá a oportunidade de ver de perto cada momento olímpico. E todo o planeta está tendo, desde o dia 13 de julho de 2001, data em que foi definido o país sede, a oportunidade de conhecer a China mais profundamente. Motivos que por si só já fazem das Olimpíadas de Pequim um evento mais que especial.

Faltam 134 dias dos jogos, e nesta semana, o Brasil classificou mais dois atletas. Com isso, 159 competidores, distribuídos em 22 modalidades, têm presença certa em Pequim.

Dessas modalidades, não posso negar, uma faz meus olhos brilharem todo vez que vejo. É o hipismo. Esporte que pratiquei por anos. Que acompanhei de perto. Que me deu a oportunidade de sentir o gosto da vitória, a dor da derrota, e principalmente, o prazer de competir.

Um esporte que se diferencia das outras modalidades. É o único que mulheres e homens, de todas as idades, competem sob as mesmas regras, em conjunto ou individualmente, lutando por um singular ouro. E isso faz dele mais um dos esportes fascinantes.

Levando em consideração que a primeira edição dos Jogos foi em 1896, em Atenas, e apenas nove modalidades integraram o evento, o hipismo é um veterano nos Jogos, já que faz parte do calendário desde a segunda edição, em 1900, em Paris.

Neste esporte se avalia a potência e a habilidade do cavalo, além da qualidade da equitação do cavaleiro ou amazona. Costuma-se dizer que a sorte também faz parte. Afinal, o cavalo não é como um carro, uma máquina. Assim como o homem tem sentimento, dias ruins e, em média, 600 km. O que, em dias negativos, pode atrapalhar bastante um bom rendimento nas provas.


Para o Brasil, o ouro sempre é cotado. Rodrigo Pessoa, maior nome do esporte do país, deve lutar por mais uma amarelinha, já que em Atenas ele herdou seu primeiro ouro - após o dopping confirmado do até então primeiro colocado.

O atleta sempre é lembrado, de forma injusta, pelo ocorrido em 2000, quando Baloubet de Rouet, um dos cavalos mais vencedores do mundo, se recusou a saltar um obstáculo na final de Sydney, eliminando o conjunto automaticamente.
Em Atenas-04, Rodrigo Pessoa garantiu o melhor resultado da história olímpica do Brasil nos saltos – medalha de prata no individual. O cavaleiro de 35 anos já conquistou duas medalhas olímpicas por equipes, conquistou três títulos da Copa do Mundo (1998, 1999 e 2000), e ainda o Campeonato Mundial (1998).

No Pan do Rio, ele foi medalha de prata. No Pan-Americano de Mar-del-Plata 95, ele conquistou o ouro. Não será surpresa se Rodrigo subir ao lugar mais alto do pódio.

Ainda sem os atletas convocados para as vagas conquistadas, os não menos importantes brasileiros César Almeida, Bernardo Alves, Álvaro Afonso de Miranda Neto, Pedro Veniss, Karina Johanpetter e Vítor Teixeira devem disputar um local na seleção brasileira.

Fica a nossa torcida pelo sucesso dos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Pequim!