quarta-feira, 16 de abril de 2008

UM TRICOLOR QUE PREOCUPA- Por Rodrigo Curty

Nesse dia 16 de abril, um fato novo movimentou o Centro de Treinamento do São Paulo FC. É que foi definido pela diretoria o afastamento definitivo do jogador Carlos Alberto.

Desde o começo da temporada, o tricolor convive com as criticas de alguns dirigentes, sócios, torcedores e imprensa, no que se refere as contratações e as dispensas realizadas. Para muitos, a saída de jogadores como Souza e Leandro desestruturou a equipe que por mais que não fosse uma potência em 2007, tinha no conjunto da obra um time estruturado, competitivo e de apenas um craque, Rogério Ceni. O resultado, todos sabemos.

Mas em 2008, a partir da saída dos jogadores acima citados, e com as chegadas do zagueiro Juninho e do lateral Joílson, revelações do Botafogo, o time acreditava estar fazendo um grande negócio.

Não parou por aí. Para surpresas de muitos, o então “Imperador”, Adriano apareceu para se tratar nas excelentes dependências do clube e foi logo cogitado para ser emprestado pela Internazionale pelo período de seis meses. Indiscutivelmente uma grande jogada de marketing do São Paulo, afinal, falta craque no país e Adriano precisava voltar a encantar.

O problema foi que o São Paulo, principalmente pela imprensa ganhou o rótulo de ser o time que recupera os jogadores. Vale lembrar que Adriano em curto tempo de Morumbi, causou polêmicas, se envolveu em brigas, baladas, saídas do clube pela porta de trás.
Para abafar o caso, o tricolor apenas acabou multando o jogador que ganhou um voto de confiança.
Pelo incrível que pareça, foi aí que o “tanque” começou a mostrar seu “quase” verdadeiro futebol. Hoje o atacante já é praticamente o mesmo jogador que o Brasil gostava de ver, brigador, disposto, a fim de jogo e atrás de objetivos.

Bem que para os torcedores, o problema poderia ser somente esse anterior que até então já está resolvido. Mas o tricolor insistia em provar que poderia sim recuperar jogadores e trouxe para o clube, praticamente no mesmo período os problemáticos Fábio Santos e Carlos Alberto. Jogadores dispensados por Lyon e Werder Bremen, respectivamente, vieram também emprestados e com o intuito de deixar o time ainda mais forte. Porém, o que se viu foi o afastamento de ambos do grupo por causa de um desentendimento.

Carlos Alberto, que de acordo com informações está mal de saúde, devido a um problema de hipertireoidismo foi antes do problema citado, colocado para treinar separadamente do grupo. A desculpa recuperar a melhor forma física. Porque o mesmo não aconteceu com o lateral Júnior que também corre atrás dessa recuperação?
Já Fábio Santos não teve conversa, perdeu a cabeça e por ter jogado um relógio em Carlos Alberto, acabou suspenso por 29 dias. Suspensão essa que por causa do enxuto elenco teve que ser cancelada. Sobrou então para o meia. Carlos Alberto que até então havia sido afastado por 15 dias, segundo os dirigentes, por outro fator que não indisciplina, já não é mais do tricolor. O estranho é que o clube cumprirá o contrato dele, que se encerraria somente em julho deste ano até o fim. Normalmente o que acontece nesses casos é uma rescisão contratual.
A dúvida agora é saber qual clube vai querer ter o jogador no elenco.

O erro do São Paulo para seqüência, pelo menos do 1º semestre pode ter sido esse. O time que sempre foi considerado modelo de gestão e comportamento pode rachar.
Para isso basta mais um jogador ter outro ato de indisciplina para saber se a postura tomada será a mesma com o caso dos jogadores acima.
Será que a carta com pedidos de desculpas, fez a diferença?? Será que o tricolor prova a cada dia que um time desmorona quando perde jogadores importantes para o esquema como era com Souza e Leandro? Será que não nos mostra que um elenco sem opções de banco e enxuto corre riscos claros de seguir em frente?
Bem o tricolor está próximo de mais uma final no paulista e só depende de si para avançar na Libertadores da América.

Vamos aguardar os próximos capítulos!!