quinta-feira, 26 de junho de 2008

AGORA SÓ RESTAM 90 MINUTOS- Por Rodrigo Curty

Uma final digna de Libertadores da América. Foi assim a partida entre a equipe da LDU, de Quito, contra o Fluminense, clube que brilhantemente representa, o Brasil.

Vários fatores foram decisivos nessa primeira decisão de 180 minutos. As armadilhas já conhecidas, como a altitude, a torcida em massa, e claro, as rápidas jogadas do time equatoriano, foram determinantes.

Foi em uma dessas jogadas que com menos de 2 minutos, a LDU, abriu o placar. Parecia ali o início de um verdadeiro massacre. Mas o time de Renato Gaúcho, talvez por estar um pouco confiante demais, entrou apagado. Mesmo assim, em uma cobrança de falta, Conca, consegue o empate, após colocar a bola no ângulo de Cevallos. Era o empate e veio na hora certa. O time da LDU sentiu o gol, era a chance da virada, mas quando as coisas não andam bem, não tem jeito. O Fluminense fazia um péssimo primeiro tempo, errava passes, se posicionava mal, era nervoso e estava bastante desconcentrado.

Foi aí que em jogadas bobas, a LDU, abriu uma larga vantagem. Gol em sobra de cobrança de falta, e dois gols em jogadas originadas de escanteio. Era desesperador, Renato queria o final do primeiro tempo. Ele veio com uma bagagem para o intervalo de 4x1. Dolorido e algo deveria mudar.

Foi exatamente o que ocorreu. O time retornou para a segunda etapa com outra atitude. Era outra final. Os cariocas entraram mais ligados, talvez a bronca no vestiário, tenha dado certo. Foi assim que Thiago Neves, rapidamente, marcou o segundo gol, esse muito importante para as pretensões tricolores.

Daí pra frente, o Flu manteve a posse de bola, perdia oportunidades, dominava territorialmente e claro, contava mais uma vez, com a estrela, de Fernando Henrique. O goleiro salvou um gol feito, no meio da segunda etapa, após chute de Manso. Sem falar, que no final, quando após uma pancada de Urrutia, conseguiu espalmar e fazer a bola ainda tocar no travessão. Para muitos, esse foi o lance capital. Foi à certeza que as coisas serão diferentes, nos 90’ finais, no Maracanã.

Agora é torcer. Com uma vantagem de dois gols, teremos uma prorrogação, mas todos querem, ou melhor, com exceção principalmente dos rivais cariocas, um resultado com três gols de vantagem.

Vale lembrar que desde 1960, quando o torneio foi criado, apenas em uma oportunidade, no ano de 1989, uma equipe conseguiu reverter um placar adverso de dois gols. Foi o Nacional de Medellín. O time colombiano perdeu para o Olímpia, em Assunção, por 2 a 0 e devolveu o mesmo placar, na partida de volta em Bogotá e ganhou a taça nos pênaltis (5 a 4).

É aguardar e ver o que vai dar no dia 02/07. Data que poderá ser histórica e também, ser lembrada como o maior presente de aniversário antecipado para o clube.
Um abraço!!