quinta-feira, 12 de junho de 2008

FUTEBOL DO NORDESTE FAZ HISTÓRIA- Por Rodrigo Curty

O torcedor do Sport Recife, conhecido como leonino e rubro-negro vai guardar na memória a partida da segunda final, na Ilha do Retiro. Um título que veio com a vitória por 2x0. Esse o resultado mínimo que o time dirigido por Nelsinho Baptista, precisava para derrubar o Timão. E veio em apenas 3’. Aos 34’ e 37’ do primeiro tempo.

É inquestionável a bela campanha realizada pelo Sport, principalmente jogando em seu caldeirão, chamado agora de “Bombonillha”. Nesse ano, em 21 partidas, foram 18 vitórias e tres empates. Pela Copa do Brasil, jogando em casa foram 6 vitórias, e times favoritos como Palmeiras, Inter e Vasco, também sentiram a pressão. O título foi justo, assim como seria, se fosse o time de Parque São Jorge, o campeão.

A conquista de uma competição, muitas das vezes se dá em detalhes. Ontem a escalação de Mano Menezes, por exemplo, foi um dos fatores que fizeram a diferença. A vitória por 3x1, na primeira partida, ao invés de ter sido utilizada como algo normal, virou o chamado “jogar com o regulamento”. A possibilidade de poder perder por um gol de vantagem foi capital.

O Corinthians deveria ter entrado com Acosta e Lulinha, e jamais com Eduardo Ramos e Diogo Rincón. Se o time comandado pelo aniversariante Mano Menezes, entrasse para ganhar, ou melhor, jogasse para marcar pelo menos um gol, como nos jogos em que foi derrotado por Goiás e Botafogo, a história da Copa do Brasil, poderia ser outra.

Os jogadores que brilham a cada rodada, seja na Copa do Brasil, seja na Série B, onde o clube com méritos tem 100% de aproveitamento, vacilaram ou sentiram a responsabilidade de fazer o time voltar a ser respeitado. É o caso do bom goleiro Felipe, que falhou nos dois gols, do atacante Herrera, que poderia ter se consagrado o maior artilheiro gringo do torneio, de Acosta que realmente sofreu pênalti claro, não marcado pelo polêmico árbitro Alicio Pena Júnior, talvez pelo ápice da partida. Falharam também André Santos, Dentinho, e Carlos Alberto que na primeira partida foi muito bem.

Agora é levantar a cabeça e não desanimar. O trabalho não pode ser considerado ruim pela falta do caneco. O corinthiano como sempre, deve ficar ao lado do clube, e incentivá-lo para que volte a vencer.

Do outro lado, o Sport não têm nada a ver com isso. Fez a sua parte. Jogou com raça, determinação, e com o apoio de sua torcida apaixonada. Fez por merecer a conquista. Jogadores falaram muito e conseguiram honrar com as cores do clube. Foi assim com Carlinhos Bala, incansável e responsável pelas expulsões de Wellington Saci e Willian. Autor de um dos gols da equipe pernambucana, o atacante já pensa grande.
Porque não acreditar que o time possa brilhar também no brasileiro, vamos aguardar.
O goleiro Magrão foi fundamental em duas oportunidades, Enílton, novamente incomodou e fez a diferença. Luciano Henrique, o comandante do meio-campo que também deixou a sua marca.

Parabéns ao Sport que diferente da primeira partida, onde jogou como um time pequeno, se engrandeceu e faz agora do futebol do Nordeste, um representante brasileiro na Libertadores.

Até mais!!