sexta-feira, 20 de junho de 2008

GIRO DO VÔLEI - Gustavo Cavalheiro

Com o início da disputa do Grand Prix feminino e da Liga Mundial masculina, podemos ver as principais forças do vôlei mundial em disputa e na preparação para Pequim 2008.

Ninguém será besta de mostrar aos adversários o que está armando para ganhar o ouro das olimpíadas nestas competições, mas pode-se ver claramente quem entrará para atrapalhar a equipe masculina da missão Hercúlia de sagrar-se o maior time de todos os tempos em qualquer esporte coletivo, ou quem fará frente para a equipe Italiana no feminino.


Na Liga Mundial o Brasil já está classificado para as finais que serão realizadas no Rio der Janeiro de 22-27 de Julho e após a primeira rodada temos a seguinte classificação:

Grupo A: 1 -França (2v-0d), 2- Brasil (2v-0d), 3 - Sérvia (0v-2d) e 4 - Venezuela (0v-2d)
Palpite: Sérvia (dado que o Brasil já está classificado, terceiro deste grupo e o segundo do grupo B devem disputar politicamente o CONVITE da FIVB pra a fase final)

Grupo B: 1 - Rússia (2v-0d), 2- Itália (1v-1d), 3- Cuba (1v-1d), 4-Coréia (0v-2d)
Palpite: Rússia (segundo disputa o CONVITE, isso se daqui não sair o "melhor segundo")

Grupo C: 1 - Eua (2v-0d), 2 - Bulgária (2v-0d), 3 - Espanha (0v-2d) , 4 -Finlândia (0v-2d)
Palpite: Bulgária, pois os Eua não são dados a mostrar as cartas antes da "Hora H".

Grupo D:1- Polônia (1v-1d), 2 - China (1v-1d), 3 - Japão (1v-1d) e 4 - Egito (1v-1d)
Palpite: Polônia fácil. Este grupo é horrível.

Na próxima rodada o Brasil pega a França em duas partidas lá.
Acho que o Bernardinho vai escalar os reservas nas duas independente dos resultados e André Heller saindo como o capitão brasileiro (em lugar de Giba contundido e Gustavo descansando no banco) é uma boa prova disto. Bernardinho deve usar essa primeira fase como observação para definir o grupo para Pequim

Rebaixamento na Liga 2009

Ficou definido que na Liga Mundial de 2009, as duas equipes com os menores públicos serão rebaixadas e ficarão de fora da Liga de 2010.

Duvido que isso seria levado a sério se esses países forem Brasil e Itália por exemplo. Isso é História para boi dormir ou um jeito elegante de tirar Finlândia e Egito sem maiores constrangimentos de estipular um critério técnico e esses países se manterem. Ainda acho melhor o esquema de ranking que vale até este ano.


Grand Prix
O Brasil estreiou com uma surpreendente partida sofrida, frente a fraquísima Tailândia. Mesmo com o placar de 3x0, o Brasil se complicou em alguns momentos e fez um jogo arrastado contra uma seleção amplamente inferior a nossa, tecnicamente. (25/22, 25/18 e 25/20)

Neste Grand Prix, assim como nas Olimpíadas, o problema do Brasil e do mundo se chama AGÜERO. A cubana naturalizada italiana deu potência e qualidade ao já muito bom time italiano.
Aguero ficou os 4 anos obrigatórios fora das competições após ter se casado com um italiano e trocado a nacionalidade pela FIVB. Ela, aos 31 anos, pode ser considerada a melhor jogadora feminina do mundo do vôlei, sem sombras de dúvidas. Com seu ataque brutal (bate como homem, como dizem as adversárias), um bloqueio consistente, um passe sempre preciso ela destoa das demais jogadoras.

O Brasil tem chance de medalhas em Pequim, mas eu me surpreenderia muito em vê-las no alto do pódio olímpico neste ano, mas estamos aqui para analisar e por que não,torcer pelo Brasil.

Tragédia Anunciada
Muito se falou que a forma da escolha da CBV para as duplas de vôlei de praia seria um fator que poderia desgastar os atletas antes da hora. Tendo de somar pontos no circuito nacional e/ou internacional de vôlei, os atletas brasileiros se viram expostos a quase 2 anos de desgates em campeonatos atrás de campeonatos, sem fim.
Isso somado a uma contusão anterior e a uma dose de azar, no conceito mais puro da palavra, tiraram uma grande possibilidade de medalha de OURO para o país do vôlei. Juliana rompeu o ligamento do joelho (que já tinha operado há quase 6 anos atrás) e fica definitivamente fora da disputa do título mais importante nesses 4 anos brilhantes de supremacia que elas conquistaram.

A parceira de Larissa deve ser escolhida por ela e homologada pela CBV após a confirmação matemática da vaga de Renata e Talita. deve ficar entre a Sandra Pires (que poderia ser a primeira mulher bicampeã olímpica ou Ana Paula que mesmo com seu temperamento difícil é muito boa jogadora. As filhas de Isabel correm por fora, bem fora, mas a escolha caberá a Larissa).

A pergunta do vôlei de praia é: CBV fritou a "galinha dos ovos de ouro (olímpico)" no Circuito Banco do Brasil, ou foi apenas uma infelicidade da atleta?