quinta-feira, 5 de junho de 2008

TRICOLORES E ALVINEGROS EM FESTA- Por Rodrigo Curty

Uma noite para nunca mais ser esquecida. Foi com esse pensamento que os tricolores deixaram o templo do Maracanã, após a vitória histórica do Fluminense contra o todo poderoso, Boca Jrs. Time esse que, aliás, não era batido por um clube brasileiro em mata-mata na Libertadores, desde 1963, ano que o Santos conquistou seu bicampeonato no torneio.

Até então eram 12 vitórias seguidas dos argentinos em confrontos eliminatórios na competição - Cruzeiro e Palmeiras (duas vezes), Atlético-MG, Corinthians, Flamengo, Vasco, Paysandu, Santos, São Caetano e Grêmio.

A vitória foi emocionante. Parecia voltar no tempo. Muitos torcedores lembraram em algum momento da partida, das quartas-de-final, contra o São Paulo. O jogo foi equilibrado, principalmente na segunda etapa. O goleiro Fernando Henrique, foi novamente o grande destaque do Fluzão, pegava quase tudo. Não conseguiu, mas também não falhou no gol do oportunista Palermo, que por um instante, calou o estádio.

Foi aí que como já havia ocorrido contra o tricolor paulista, veio em seguida, o gol de empate. Um belo gol de falta do atacante Washington.

O herói das Laranjeiras mostrou que o coração está em ordem e pronto para fortes emoções. A torcida que já imaginava o pior, voltou a sorrir e incentivar o time para a virada, que não demorou. Em uma bela recuperação de Dodô no meio campo, a bola passada para o meia Conca, foi parar nas redes de Migliore, após desvio de seu marcador. Era o início da festa no Mário Filho.



No fim, mesmo com a pressão final, e o gol perdido por Júnior César, Dodô sacramentou a vitória histórica. Parabéns ao Fluminense e boa sorte novamente contra os equatorianos da LDU.

No Morumbi, a festa foi alvinegra. O Corinthians começou arrasador. A torcida que vivia momentos de tensão, desde o começo da semana, não poderiam imaginar que com apenas 22’ já viria o timão na frente do placar. 2x0 era um grande resultado. O Sport parecia sentir a superioridade e principalmente a falta do jogador que fazia a diferença, Romerito. Esse não joga nem em Recife, pois teve que retornar ao Goiás.

Na segunda etapa, o time dirigido por Nelsinho Baptista, até que tentou uma reação, e quase marcou em duas oportunidades com Leandro Machado e Carlinhos Bala. Mas a mão de Mano fez a diferença. O técnico corinthiano resolveu colocar em campo, o agora camisa 25, o uruguaio Acosta, no lugar de Diogo Rincón. Foi aí que brilhou a estrela. Após bela jogada de Herrera, o atacante empurrou a bola para as redes de Magrão.


3x0 poderia praticamente consolidar o título e a passagem a Libertadores, mas, no fim de tanto insistir, o atacante Enílton marcou o gol de honra. Gol esse, que dá esperanças ao rubro-negro, na a partida de volta, quarta-feira, na Ilha do Retiro. Será que dá?

Um abraço e até mais leitor EA!