sábado, 16 de agosto de 2008

CÉSAR CIELO FILHO, DA PÁTRIA - por Gustavo Cavalheiro

Quando ele saiu com o bronze no peito nos 100m, profetizou que ia para o ouro nos 50m!

Nas eliminatórias e semifinais ele bateu o Record Olímpico duas vezes e numa prova perfeita, ele conseguiu fazer a chegada dos 50m parecer uma chegada de 200m, com mais de meio corpo de vantagem pro segundo. Ficou a pouquíssimos 0,02s do Record Mundial, bateu pela terceira vez o (seu) Record Olímpico e entrou no Olímpo. O Cubo de Água Chinês se rendeu ao novo ídolo brasileiro, o campeão olímpico e o homem mais veloz na água.
Assim como Joaquim Cruz em Los Angeles marcou uma virada pro atletismo de pista; assim como Aurélio Miguel virou a página do judô em Seul; assim como o vôlei masculino em Barcelona virou a História do esporte coletivo; assim como Jacqueline e Sandra marcaram História do vôlei de praia e do esporte feminino em Atlanta. Cielo é o novo Senna, o novo Guga, o Pelé da água. Cielo é o Herói!

Algumas imagens ficarão pra sempre na memória: a ovação do público chinês, que viu um atleta em prantos ao ver a bandeira do seu país no lugar mais alto do pódio; a alegria descontrolada após a chegada lembrou Aurélio, a invasão da equipe brasileira lembrou a primeira medalha de ouro do vôlei masculino e a festa dos invasores, com o campeão lembrou a imagem do Senna ganhando em Interlagos nos braços do povo.

Amanhã de manhã, é sábado e acredito piamente que teremos crianças buscando as academias, piscinas de condomínio buscando ser um Cielo, como o Brasil fez há pouco com raquetes em punho querendo ser Guga, a nova geração de aberrações individuais contra o sistema esportivo nacional torto continua.
Afinal, somos brasileiros e não desistimos nunca.