quinta-feira, 14 de agosto de 2008

EM BUSCA DO TORNEIO SULAMERICANO - Por Rodrigo Curty

A primeira fase da Copa Sul-Americana foi exatamente da forma que muitos pensavam. Sem muito interesse dos clubes brasileiros, os clássicos que tinham tudo para serem eletrizantes tiveram uma cara mais de amistoso.

No Brasil, desde o ano de 2003, ano do primeiro Campeonato por pontos corridos, o maior interesse dos clubes é o título nacional. Porém, se o clube chegar até a quarta colocação pode-se afirmar que a comemoração é praticamente a mesma, pois a presença na Libertadores do ano seguinte estará garantida. Para quem terminar o torneio entre a 5ª e a 11ª colocação, o consolo é a Copa Sul-Americana, mas talvez pelo calendário ou por causa da seqüência do Brasileirão, os times não ligam muito. Pelo menos no início. Talvez por isso, não é a toa que até hoje não temos nenhum brasileiro campeão na competição.

Na 3ª feira, por exemplo, Atlético Paranaense e São Paulo não saíram do 0x0. Definitivamente, o Furacão não assusta mais ninguém na Arena da Baixada. O tricolor inscreveu para a competição, um time de garotos mesclado com a experiência de Bosco e Júnior.

Nos outros confrontos envolvendo outros times brasileiros, dois clássicos. Em São Januário o jogador Madson foi o único titular do Vasco. O restante eram reservas e revelações. Do lado do Palmeiras, Luxemburgo entrou com um time misto. O empate era um bom resultado, mas o Verdão se surpreendeu com a vontade do time cruzmaltino e acabou derrotado por 3x1. Agora para conseguir a classificação o time precisará vencer por 2 a 0, ou ganhar por três gols de diferença.

No Gre-Nal a surpresa foi à equipe do Grêmio. Repleto de reservas, o líder na Série A, do Brasileirão arrancou um ótimo empate dentro do Beira-Rio. Daniel Carvalho abriu o placar para o Colorado, mas o único titular do Grêmio, o zagueiro Léo, empatou logo em seguida. O jovem jogador de 20 anos em três confrontos com o Inter venceu dois, empatou um e marcou dois gols.

O Internacional mais uma vez decepcionou a sua torcida. O time comandado por Tite tem que reagir o quanto antes, caso contrário, uma crise pode bater à porta.

Hoje Botafogo e Atlético MG jogam no Engenhão. A ordem de ambos é fazer história. O Bota quer apagar o vexame de 2007, quando perdeu de forma bisonha para o River Plate, em Buenos Aires. Já o Galo quer trazer o torcedor novamente para perto e apagar a péssima campanha realizada no Brasileirão. No ano de seu Centenário, o clube quer ser lembrado como o Galo velho e forte vingador e vencedor.

A torcida é para que as equipes honrem mais o torneio e coloque o nome do Brasil no topo sulamericano.

Abraços e até mais!!