sexta-feira, 22 de agosto de 2008

SERÁ QUE MORREMOS NA PRAIA? - Gustavo Cavalheiro

Quando a semifinal obrigatória entre brasileiros acabou, confesso que fiquei com a sensação de que não tínhamos nos dado bem.

A priori o fato da vitória inconteste de Márcio e Fábio Luiz, sobre os campeões olímpicos Ricardo e Emanuel apontava que teríamos a melhor dupla para enfrentar os americanos Dalhausser e Rogers, mas sei lá. Na minha opinião, Márcio e Fábio Luiz não tinham a tarimba necessária pra uma dupla americana deste naipe na final, mas foram mais fortes fisicamente sobre Ricardo e Emanuel que foram disputar o bronze contra os "georgianos".
Tratemos primeiro do bronze:
Passeio! Muito merecido por sinal.

Prometo que ainda tratarei em uma coluna específica a minha opinião, que apresento há mais de 2 anos no gigolaço, sobre jogadores e essas "naturalizações-mercenárias". O fato é que Ricardo e Emanuel massacraram os "georgianos" que vivem e treinam em Natal - RN (que me nego a citar os nomes e principalmente dizer que são brasileiros) por 2 sets a 0, (21-15 e 21-10), em poucos 36 minutos.
Ricardo faz História e se torna o maior brasileiro na modalidade, ao juntar o pódio em sua casa com o ouro (Atenas 04), prata(Sidney 00) e Bronze (Pequim 08) enquanto Emanuel fica em segundo com suas medalhas de ouro (04) e bronze (08).


E a Prata?
Em uma partida taticamente brilhante dos americanos, os brasileiros sucumbiram frente aos yankees por 2 a 1, (23-21, 17-21 e 15-4 em 1h07minutos).
Desta partida pra mim ficará na memória a repetição, quase infinita e estúpida, de Fábio Luiz socando inúmeras bolas idênticas no bloqueio, mais que armado, de Dalnhausser num patetismo de invejar Homer Simpson ao tomar choques, sem manifestar nenhum aprendizado de seus atos banais.
Foto: Uol