quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ESPERANDO MANUELA - por Gustavo Cavalheiro

Antes de fazer a minha coluna sobre esporte, gostaria saudar a chegada da mais nova integrante da "família Esporte Acontece!".

Hoje às 21h, nascerá Manuela Galhardo Curty, a rubro-negra mais querida do Brasil! A Filha do nosso grande colega Rodrigo Curty e da sempre amável Daniela. Estamos todos na expectativa desta estréia do capitão do EA! no time dos pais. Na sequência em novembro, vem aí a Isabellinha, a peixinha santista, filha do grande Marcelo Lima e da Carol.

É amigos... o tempo passa, o tempo voa e esses "meninos" já são pais. Antes que me perguntem quanto pintará um(a) palestrino(a), já informo que ainda estou "arrumando a casa" antes de entrar no grande Projeto Daddy 2010. Aproveito e curto esse tempo para ser tiozão babão da Manu e da Bellinha por mais dois aninhos; acho que o Diego Senra, recém-casado, também está arrumando o lado dele e quem sabe, se na coluna da velocidade na próxima semana, ele poderia contar qual é o plano da escuderia Castanho-Senra?
Após o momento "EA! baby-boom", vamos à coluna de hoje:


6x5
Joseph Blatter (presidente da FIFA) entrou em negociação com as lideranças da União Européia, para pedir a liberação e articular entendimentos no Parlamento Europeu, a fim de apresentar um projeto que restringirá o direito trabalhista do jogador de futebol comunitário, bem como trará impacto ao "negócio do futebol" no velho continente.
De certo modo, ele quer uma diferenciação entre o atleta de futebol profissional comunitário dos outros trabalhadores formais europeus. Tudo tem seu lado, motivação e explicação:

A princípio, o projeto de Blatter sugere que exista uma limitação a estrangeiros nos times em campo de 6x5 (seis nativos do país e 5 estrangeiros no qual incluem-se os comunitários).
Parecendo ser um contra-senso e uma tomada de contramão histórica, Blatter está preocupado com uma única coisa: as seleções nacionais, o seu ganha-pão! Mesmo que na Itália tenha uma liga com a bicampeã Internazionale com quase sempre 11 estrangeiros, enquanto a sua seleção nacional é a atual campeã do mundo; mesmo que a Liga espanhola seja repleta de times com estrangeiros ao mesmo passo que se sagra campeã européia.
Por um lado, essa medida faz muito sentido no momento em que temos a segunda, terceira e quarta casta de brasileiros e argentinos espalhados pela Europa, enquanto os jovens europeus transitam (emprestados pelos grandes clubes) em times de países periféricos e sem muita competitividade, fora a não renovação de valores.
Por outro lado, acho difícil ser aprovado no parlamento europeu, pela simples premissa de que um trabalhador deva ser diferente de outro. Isto contraria o direito internacional, ainda mais em um foro totalmente montado pela unificação de valores e pela perda de nacionalidade do indivíduo.
Pessoalmente, acho que não passa por que esta medida vai contrariar os interesses de clubes e ligas em ter um rebanho de atletas imigrantes infinitos em seu elenco, prontos para não jogarem e esperarem a sua vez de brilhar, enquanto ganham seus dinheiros em contratos de cala-boca. Muitos deles até em seleções nacionais, mesmo no banco de seus clubes e sem jogar a meses.
Um recado pro meu amigo Zé Blatter: o ditado diz que " time que está ganhando ($), não se mexe!" Abre o olho Zé!