quarta-feira, 15 de outubro de 2008

PASPALHOS E FANFARRÕES - por Gustavo Cavalheiro

Chega! Basta!
Não agüento mais ser tratado feito um paspalho, pela indústria do entretenimento esportivo televisivo. Admito que fiz campanha pela inclusão de Futebol de areia e Futsal nas Olimpíadas, mediante ao descaso da FIFA com o futebol (de campo) masculino, mas não dá!
Os tais "mundiais padrão Fifa" são de quinta categoria. No futsal temos timécos de esquina como Ilhas Salomão e Guatemalas da vida, transformando uma disputa global, num evento circense. É 31x2 pra lá, trocentos a zero pra cá; rolinhos, lambretas, furadas e uma qualidade técnica mais que discutível até o último cabelo.
Pra quê um campeonato com 20 seleções, se só existem pouco mais de 10 países no globo que sabem o mínimo do jogo? Futebol de areia é pior, lá eles têm 4 seleções que sabem jogar o esporte das focas que sabem o misto de malabarismo com a bola x as onduações do terreno de jogo.
FANFARRONES!
E o pior não é isso! Pior é ter de se envergonhar (de novo) com os tais "brazilianos" da Itália, que desta vez escolheram uma armação patética de resultado na primeira fase, empatando com os paraguaios, que terminou por eliminar Portugal.
Na segunda fase, os "italianos de araque" sofreram e suaram sangue, até o último segundo, para empatar com a grande potência emergente do esporte da bola pesada... o temido, Irã! (me poupem!)
No confronto entre brasileiros e brazilianos teve briga. Claro! Os mercenários levaram caneta, lambreta, rolinho, pedalada e só se sentiram humiliados pelo técnico assistente do Brasil na saída para o intervalo.
Diz, o agressor braziliano, que o assistente técnico o chamou de: "BRASILEIRO DE MERDA" por estar jogando pela Itália e ele se sentiu no direito de descer o braço no assistente.
Eis que eu falo, o que não se fala por aí, com todas as letras para você, amigão: Você não é um Brasileiro de merda, você é um Mercenário de merda!
Sou um forte opositor daqueles que acham que jogar por seleção faz parte da profissão ou é uma forma de se lutar por melhores condições de trabalho. Seleção não é trabalho! Mundial não é sonho pessoal e nem uma resposta à oportunidade. Defender bandeira alheia é coisa de mercenário. No sentido etmológico mais simples da palavra: Aquele que defende outro país por soldo/dinheiro.
Então, admita que você é um egoista medíocre, que não tem categoria de assumir a camisa do seu país e se esconde numa brecha do sistema e na ampla mediocredade alheia, para se vender única e exclusivamente pelo interesse pessoal (monetário ou não) de fazer parte de uma festa, a qual você não foi chamado.
É o dopping de um país! Anablizados por euros e dólares, eles compram a massa muscular mais qualificada, para se postar como uma potência num esporte que não tem nenhuma capacidade nata. Assim como os bracinhos de Rebeca Gusmão não enganam ninguém, o estado natural da Itália neste mundial não o fará. É só mais uma fraude, uma outra forma de nos fazer PASPALHOS!
RITMO DE TANGO
Neste fim de semana o misto de espetáculo da bola e exibição de ex-atletas, também chamado de Showbol, teve mais um capítulo deprimente no aspecto esportivo.
Mesmo que este "esporte" tenha o seu sentido primário no nome (SHOW), muitos ainda acreditam na competição e na disputa justa.
O que vimos na terra do tango foi definitivo para moldar o que é este tal SHOWBOL. Primeira partida, 7x7 com o gol de Viola de bicicleta no último segundo, sobrepondo a, até então, vitória porteña construída pela canhota de Maradona, numa cobrança de falta inexistente. No dia seguinte, a segunda partida deu a tônica da fanfarronice:
Imagine um jogo de duração de 25 por 25 minutos, em que o juiz dá 12, repito DOZE, minutos de acréscimo no segundo tempo. Seria o mesmo que um juíz de campo dar 21 minutos. (HAHAHAHA!)
O Brasil vencia a Argentina por 8x7 e era mais fácil seria se o juiz gritasse: Só acaba quando a Argentina empatar!
Este jogo me fez sentir saudades do Gigantes do Ringue, aquela rinha humana com sabor de marmelada, que servia de alegria para os pequenos incaltos torcerem pelo bonzinho enquanto o juiz fazia vista grossa para o vilão, que distribuia cadeiradas e outras ações ilegais.
Resumindo: foi aquele jogo que te irrita, mesmo você sabendo que é tudo combinado, que não há justiça e que eles vão roubar até o empate... mas mesmo assim a Argentina foi extremamente competente na arte de perder gols e ser argentino-pipoqueiro frente a camisa amarelinha. (como sempre!)
Ando de saco cheio destes fanfarrões que me fazem de paspalho! Ô se ando... e você?