quarta-feira, 19 de novembro de 2008

RUBINHO, PEDE PRA SAIR! - por Diego Senra

Com o final da temporada de 2008, quase todos os times da F1 já definiram seus pilotos para o ano que vem. Entre esses, várias surpresas que já mantiveram e/ou garantiram seus empregos. Não que esses pilotos sejam ruins, muito longe disso. Eu sou da teoria que, só pra chegar na F1, o cara já tem que ser MUITO acima da média e ainda por cima contar com a sorte.

Mas, também tenho pra mim que caras como Kovalainen (esse pra mim abre a lista do que seriam os “enganations”), Webber, Glock, Button, Heidfeld e alguns outros poderiam ser repostos. Senão por pilotos efetivamente melhores, pelo menos por apostas mais promissoras e que poderiam ser tornar pilotos relevantes em um grid futuro.
Nesse “embróglio” todo, quero analisar com voces um caso específico: Rubens Barrichello.

No Wikipédia, seu verbete começa com o seguinte parágrafo: “Barrichello conquistou cinco títulos brasileiros de kart, sendo considerado imbatível na época, e foi competir na Europa. Foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estréia, 1990, com seis vitórias, sete pole positions e sete voltas mais rápidas. No ano seguinte foi campeão da Fórmula 3 inglesa, pela equipe West Surrey Racing, derrotando David Coulthard. Aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.”
Desde que comecei a gostar por conta própria de corridas, acompanho a carreira do Rubinho. Vencedor em todas as categorias que passou, ele sempre foi muito rápido, respeitado pelos concorrentes e tido como um cara que conhece carros e corridas como pouquíssimos.
Porém, por razões pessoais e desconhecidas de todos, depois de sua chegada na F1 tomou uma série de decisões, no mínimo, questionáveis na condução da sua carreira e nunca conseguiu conciliar um bom carro na mão, com apoio irrestrito da equipe ou com uma condição financeira que lhe trouxesse tranqüilidade.
De qualquer forma, escreveu uma história respeitável na Fórmula 1, conseguiu ser o primeiro brasileiro a competir pela mais tradicional equipe da categoria, a Ferrari, e ainda se tornou o piloto com mais corridas disputadas na história. É tido como um excelente acertador de carros e, nos últimos anos, foi contratado como desenvolvedor pela Honda, sem focar em resultados.

Ao longo dessa temporada, Rubinho começou a sentir que as portas não estavam mais abertas como sempre estiveram para ele nos últimos 16 anos. Na época em que normalmente já estava com seu contrato renovado, não foi procurado por ninguém. Nesse momento, se aplicou em mostrar na pista, mais uma vez, seu talento. Coisa que fez bem, marcando mais do triplo de pontos do que seu companheiro de equipe. Mesmo assim nada mudou e só se ouvia o silêncio.
Esse seria o momento de, assim como fez seu contemporâneo David Coulthard, anunciar sua aposentadoria e fazer as últimas etapas em clima de festa, cheias de homenagens, curtir os momentos como se fossem os últimos e sair pela porta da frente, com os aplausos merecidos de todos.
Porém, mais uma vez equivocado, começou a se debater pela imprensa, criticando tudo e todos, dizendo ser o melhor, mais preparado, mais experiente e outras declarações agressivas do nível das que o tornaram famoso.
Parafraseando Romário, Rubinho calado é um poeta!
Todos aqueles com que converso sobre automobilismo sabem que admiro o Rubinho como piloto. Ele deveria anunciar sua aposentadoria da Formula 1 o quanto antes, para poder sair com um pouco de dignidade, e não porque ficou sem carro e não teve escolha. A equipe já manifestou que deve renovar com Button (inexplicávelmente) e está testando nesse momento em Barcelona outros pilotos para preencher a outra vaga. Rubinho não foi convocado nem para o vestibular. O que se ouve é que ele ainda teria uma pequena chance, caso a Honda não se contente com nenhum outro. Mas é isso que ele sonha para seu final? Ser piloto-tampão? Já que não tem tu, vai tu mesmo? Rubinho, pede pra sair!

Começou a temporada 2009

Em Barcelona, muitas equipes já começaram seus testes de pista para o novo carro, adaptado para o novo regulamento. O carro mudou muito e causa estranheza a todos.Toro Rosso e Honda recebem vários pilotos para testar e definir seus titulares para 2009. Até o momento, a maior surpresa vem sendo Takuma Sato, que tem liderado todas as sessões até o momento. Entre os brasileiros Senna e Di Grassi, que testam na Honda, os dois vem rodando rápido e a decisão será apertada.
A coluna de velocidade de Diego Senra é postada sempre as terças-feiras e peço desculpas pelos problemas técnicos nesta semana.