quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

GRAÇAS A NILMAR, O BRASIL É VERMELHO - Por Rodrigo Curty

O Brasil pode comemorar. Depois de seis edições anteriores, finalmente um clube brasileiro conquistou a Copa Sul-Americana. Esse clube é o Internacional.

O confronto com o time argentino do Estudiantes, de La Plata, foi nervoso, disputado, empolgante, tenso, mas no final deu tudo certo.


Bem diferente das últimas partidas, o Colorado depois de um bom começo, deixou a ansiedade tomar conta e passou por maus momentos. Os jogadores argentinos jogaram com frieza, e pareciam não se incomodar pelo fato de terem sido derrotados na primeira partida por 1x0. A sensação de que o gol sairia na hora certa era nítida.

Para sorte dos brasileiros, esse gol saiu aos 32’ da primeira etapa com Boselli, que apareceu livre e em posição legal para marcar de cabeça. Mas a arbitragem acabou anulando. Era um aviso. Mesmo após o susto, o Inter jogava mal, brincava demais, dava toquinhos desnecessários.

Na segunda etapa, o Estudiantes voltou disposto a acabar com a festa linda montada no Gigante do Beira-Rio. Mesmo nervoso e chegando com certa rispidez nos atacantes colorados, o gol somente saiu, após nova falha da zaga brasileira. Depois de um cruzamento da esquerda, aliás esse era a tônica da partida, Alayes ficou livre de marcação, aos 20 minutos e fuzilou Lauro.

À partir daí o nervoso e a tensão tomava conta do estádio. Para piorar, Tite teve um lapso, e resolveu tirar aos 35’, o seu principal jogador, o meia Alex. Respeito às posições dos comandantes, mas se considerar que a partida poderia ir para a prorrogação e consequentemente para os pênaltis, mesmo apagado Alex poderia resolver nas bolas paradas. De qualquer forma, mesmo ansioso Taison entrou bem e incomodou os argentinos que tinha no goleiro Andújar, no craque Verón, que saiu, por causa de uma contusão no início da prorrogação, e no lateral Angeleri, os seus grandes nomes.

As poucas chances criadas eram paradas na muralha argentina. Do lado oposto, Lauro contou com a sorte e má pontaria. Resultado – mais trinta minutos de tensão. Após cinco vitórias seguidas no torneio, era a primeira derrota do time brasileiro na competição.

A partida continuou tensa e a torcida não queria acreditar no pior. Com um preparo físico impressionante, o Inter correu mais que na partida inteira e não conseguia colocar a bola para dentro.

O artilheiro resolve – era nítida a preocupação dos colorados, muitos perdiam o resto das unhas das mãos, outros ensaiavam um possível choro, mas o martírio acabou aos 8’, da etapa final. Depois de longa insistência, a recompensa chegou. Uma verdadeira blitze. O jovem zagueiro Danny Morais, depois do escanteio cobrado pelo argentino D’Alessandro cabeceou para grande defesa de Andújar e depois milagrosamente a bola explodiu no travessão e voltou para Gustavo Nery que bateu cruzado para outra defesa e furada da zaga, que se embolou com Nilmar que não perdoou e empurrou a bola para a rede. Foi o quinto gol do artilheiro. Alegria da nação vermelha. Era o gol do título!

Parabéns ao Internacional que com o título inédito, se transformou no único clube brasileiro a ter todos os troféus estrangeiros que são disputados atualmente. Ele se junta ao todo poderoso Boca Juniors.

As outras equipes campeãs do torneio foram: San Lorenzo, Cienciano, Boca Juniors(2), Pachuca e Arsenal.