quarta-feira, 4 de março de 2009

APRENDENDO A JOGAR A LIBERTADORES - Por Rodrigo Curty

A Copa Santander Libertadores desse ano começou quente para os times brasileiros. Com exceção de Cruzeiro e Sport que estrearam com o pé direito, equipes favoritas como o São Paulo, Palmeiras e o tradicional Grêmio mostraram deficiências.

Qual seria a explicação para isso?

Longe de querer ser o dono da razão ou ter a resposta para os tropeços iniciais dos times brasileiros, o que penso é que a cada ano que passa, fica mais claro que nessa competição nem sempre vencerá o melhor e muito menos o time que dá espetáculo. Estamos cansados de saber que a Libertadores é um outro torneio. Não é quem nem um campeonato regional, uma Copa do Brasil ou Brasileirão, onde tudo é falta, o cai-cai prevalece e os times são super valorizados quando ficam invictos.

Há décadas que o Brasil não apresenta um futebol que chamávamos de arte e nem nos proporciona um time brilhante que dá gosto ver jogar. Cada vez mais as equipes se preocupam com o resultado. O futebol de hoje é força, é técnica e principalmente físico. Os tempos são outros e nem penso que não se devam utilizar as tecnologias e trabalhos fisiológicos, psicológicos existentes. Mas também recrimino não se valorizar os clubes ou técnicos, que apesar de muita das vezes remar contra a maré, mostrarem um futebol menos pragmático como estamos acostumados a ver.

Mas voltando a Libertadores desse ano. O Palmeiras, voltou a perder. Dessa vez sobre seus domínios e com um apoio maciço de seus torcedores. O algoz dessa vez foi à equipe chilena do Colo-Colo. Perfeito taticamente e jogando como se deve o torneio. Fechado em seu campo, sempre com dois jogadores por zona, aplicadíssimo e sem se afobar. Um time que estudou bem o favorito Palmeiras, que é de longe melhor tecnicamente e que possui mais jogadores que decidem.
Talvez o que falte ao time brasileiro é um bom banco de suplentes. Não dá para depender apenas de Keirrison.

De qualquer forma, por modesta parte conhecer um pouco da competição, não irá me surpreender ver o Verdão recuperar esses pontos no Chile e também derrotar o Sport, na Ilha do Retiro. É aguardar um pouco mais de um mês para conferirmos.

Esse Sport que derrotou o mesmo Colo-Colo, em Santiago, estréia hoje para sua torcida. Espero que Nelsinho Batista, não deixe de colocar na cabeça de seus comandados que o fato de jogar na Ilha do Retiro seja sinônimo de vitória. O adversário é a atual campeã LDU, de Quito que derrotou o Fluminense, em pleno Maracanã, lembra? Hoje não existe alçapão que não seja batido. Basta lembrar de ontem, e de São Paulo e Grêmio que perderam pontos importantes em casa na estréia. De qualquer forma se jogar com os pés no chão e saber se utilizar do estádio, porque não acreditar que a equipe pernambucana não vá longe?

Quem também entra em campo hoje é o Cruzeiro, para mim o time brasileiro que mais chegará longe no torneio, desde que não sofra de apagões como no empate no final contra o Deportivo Quito. O maior desafio hoje será novamente a altitude de quase 2800 metros, pois o lanterna do grupo, o time do Universitário de Sucre, não deve resistir ao ataque com Kleber e Thiago Ribeiro.

Amanhã será a vez do São Paulo. O tricolor sabe que uma derrota para o América de Cali, na Colômbia, complicará sua permanência na competição.

Fica aqui o meu boa sorte aos times brasileiros e um alerta:


O torcedor tem que entender que infelizmente para o bem do futebol, hoje a maior preocupação não é o de dar espetáculo, e sim conquistar os três pontos.