quinta-feira, 2 de julho de 2009

CENTENÁRIO INTERNACIONAL - Por Rodrigo Curty

A final da Copa do Brasil teve para variar tudo que uma finalíssima deve ter. Reclamações, erros de arbitragens, defesas difíceis e um time merecedor de título.

A vantagem de 2x0 construída pelo Corinthians no Pacaembu foi sem dúvida fundamental. Você concorda? Basta entender que o Internacional deveria marcar três gols para levar o caneco para o Beira-Rio. Impossível? Nada é impossível no mundo da bola, mas se considerarmos que o Timão não perdia por uma vantagem dessas, desde outubro de 2007.

Sinceramente não vou voltar atrás em minha opinião do começo do ano, quando afirmei que Cruzeiro e Internacional possuem as melhores equipes do Brasil. Isso, no que diz respeito a elenco. Agora também nunca deixei de afirmar que nem sempre o melhor time no papel é o vencedor e principalmente merecedor de um título.

Ontem, no Beira-Rio tivemos mais uma prova dessa teoria. Tudo levava a crer que o Colorado iria impor sua força, talento e qualidade técnica e individual de seus jogadores, principalmente de Nilmar e D’Alessandro. Mas, do outro lado estava uma equipe mais centrada, mais afim de sair de campo vencedor. Mesmo com a mística da camisa branca, que já foi responsável por viradas históricas e de títulos de maior expressão do clube como o mundial Interclubes, quando a bola rolou já dava o entendimento para os conhecedores de futebol que algo iria falhar.

Acredito até que começou a falhar no começo da semana, quando o experiente e excelente dirigente Fernando Carvalho distribuiu imagens do Corinthians sido supostamente beneficiado pela arbitragem. Claro, isso gerou uma ansiedade e preocupação no árbitro mineiro, o senhor Ricardo Marques Ribeiro. Se coloque na situação dele. Caso desse uma penalidade ou falta sem ter tanta certeza, poderiam afirmar que foi por que o Inter reclamou. Mas sem querer entrar na polêmica e muito pelo contrário apenas querendo jogar futebol, o Corinthians colocou o Inter na roda.

A equipe gaúcha estava irreconhecível. Errava passes, não criava, e acima de tudo reclamava de qualquer entrada dos paulistas. Pareciam até terem esquecido que final é um outro jogo. Em uma final vence quem luta mais, busca mais a partida, mostra vontade, humildade e coração. Isso o Timão teve de sobra, principalmente com Jorge Henrique e André Santos, autores dos gols do empate de 2x2, e consequentemente o terceiro título da Copa do Brasil para o Corinthians (95 – 2002- 2009.


Impossível não dizer que o título foi merecido, independentemente da forma que ambos os times chegaram à decisão. Impossível não entender também, que no momento atual do futebol o maior vencedor é o técnico Mano Menezes. Em 18 meses de Corinthians, ele já conquistou três títulos. Um brasileiro da Série B, um Paulista e agora a Copa do Brasil. Esse sem dúvida o mais importante, pois no ano de centenário do clube, uma coisa é certa, a Libertadores estará a sua espera.

Parabenizo também mais uma vez a torcida do Timão, que esteve presente em todos os momentos do clube e na decisão calaram milhares de Colorados.