terça-feira, 28 de julho de 2009

A DANÇA DOS TÉCNICOS - Por Rodrigo Curty

O Campeonato Brasileiro, da Série A segue empolgante e da mesma maneira dos últimos anos, ou seja, muitos times que começam bem e depois caem, erros grosseiros de arbitragem, muitos gols, estádios lotados, e claro com muito treinador saindo do cargo.

Para se ter idéia, dos vinte times que disputam o torneio, apenas sete seguem com os seus comandados desde o início. São eles: Atlético MG, Coritiba, Botafogo, Internacional, Vitória, Barueri, Avaí, Cruzeiro, Corinthians.

A dança dos treinadores é comum no país do futebol. Pode-se dizer que um dos motivos seja, pelo fato da cultura brasileira não permitir que um trabalho seja feito há longo prazo. É muito difícil vermos clubes que apostam em seus treinadores, após resultados negativos. Esse ano teve para se ter idéia algo raro. Técnicos medalhões como Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parreira e Luxemburgo ficaram por um bom período desempregados. Em contrapartida, alguns menos consagrados viraram alvo de desejo. Casos de Celso Roth, Tite, Adilson Batista, Mano Menezes Esses últimos a frente desde janeiro de 2008. Mano, aliás com um desempenho sensacional. No período conquistou o Brasileiro, da Série B, o campeonato paulista e a Copa do Brasil. Agora é aguardar para ver se com o possível desmanche e uma série de derrotas do timão a chapa não esquentará. Não acredito nisso, mas já vi cada coisa sem lógica.

A única coisa que posso afirmar sem medo é que em mais duas rodadas outros treinadores devem pagar o pato dos maus resultados. Aposto em Geninho e Waldemar Lemos como próximos da lista, mas também pego o exemplo de Silas, do Avaí que estava praticamente demitido há quatro rodadas, e surpreendentemente venceu todas, sendo três fora de casa.

Vale ressaltar que nessa semana mais dois treinadores deixaram seu cargo. Emerson Leão, no Sport Recife e Sérgio Guedes, no Santo André.

O que vivo me perguntando é se mudar de técnico é realmente a melhor solução para o sucesso? Eu não acredito nisso. Prefiro pensar que o planejamento, um elenco talvez homogêneo, ou seja não precisa ser muito forte também no banco de suplentes, por exemplo, seja o melhor caminho a ser seguido.

Basta avaliar os recém empregados. Renato Gaúcho, no Fluminense. Deve durar pouco mais de 1 mês. Luxemburgo e Muricy Ramalho, no Santos e Palmeiras, respectivamente. Pelo nome, e para os clubes não se queimarem devem ficar até o ano que vem. Faça a sua aposta, boa sorte para os comandantes e até a próxima.