quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MURICY RAMALHO, O MAESTRO Por Rodrigo Curty

A 25ª rodada do Brasileirão, Série A não poderia ter se encerrado de uma forma melhor. Tudo bem que houve erros da arbitragem que poderiam ter mudado a história do jogo, mas o fato é que todos os ingredientes de Cruzeiro e Palmeiras valeram a pena para os apaixonados pelo esporte bretão.

A partida marcou o duelo de um Cruzeiro a fim de se aproximar mais do G4 contra um
Palmeiras mais cauteloso, e que buscava se distanciar ainda mais na tabela. E foi o que ocorreu. Agora são 47 pontos do Palmeiras contra os 44 do São Paulo.
O JOGO
O início foi eletrizante. A Raposa antes mesmo dos oito minutos abriu o placar com Thiago Ribeiro. Mas o pior estava por vir. Nem os mais fanáticos palmeirenses poderiam imaginar que menos de dois minutos depois o Verdão empataria. E veio de uma forma bastante treinada por Muricy Ramalho - A bola parada.

O meia Diego Souza que ainda sonha em chegar a Copa de 2010 encheu o pé, na cobrança de falta e não deu chances para o goleiro Fábio. O desvio da bola foi fatal. Daí para frente à equipe mineira cansou de perder gols e a contar com o bom desempenho de Marcos quando exigido. Isso sem falar das reclamações pela não marcação de pênalti em Kleber, Fabrício, entre outras faltas não dadas.

Veio o segundo tempo e o Cruzeiro voltou a perder gols, botar bola na trave com Kleber que mostrou que o jogo com torcedores da Mancha Verde não mudou sua atitude em campo, apesar de ter sido vaiado na saída. Enfim, foi em um erro de passe do bom lateral Diego Renan que saiu o gol da vitória palmeirense. Cleiton Xavier encontrou Vagner Love no meio dos zagueiros mineiros e com um passe preciso era só aguardar o “matador” sair na frente e Fábio, driblá-lo e correr para o abraço.

A chuva que caia insistia em aumentar a intensidade, essa foi para o campo e Armero acabou expulso, após falta em que gerou mais polêmica. Para muitos foi pênalti, eu creio que aqui realmente não ocorreu.

Daí para frente foi muita pressão, Marcos salvando, a zaga chutando a bola do jeito que dava e como não podia deixar de acontecer mais sorte e erros de Rogério Roman. No final o Cruzeiro reclamou de mais uma penalidade, dessa vez de Figueroa em Diego Renan, indiscutível, mas como já passava dezoito segundos do acréscimo, ele achou melhor encerrar a partida para desespero dos cruzeirenses.

Uma coisa é clara, com ou sem erros, o Palmeiras mostrou força e o comando de um técnico que sabe melhor do que ninguém como vencer as partidas importantes nos pontos corridos. É aguardar para ver se o time não tropeçará em casa na hora que não puder mais vacilar. A próxima rodada é benéfica para o Palmeiras, mas é bom ter os pés no chão e a ansiedade controlada.