segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UM HEXA MAIS DO QUE JUSTO - Por Rodrigo Curty

E chegou ao fim o Campeonato Brasileiro, da Série A, mais equilibrado da “Era” dos pontos corridos. Após 38 rodadas de indefinições, o Brasil conheceu o campeão, os representantes da Libertadores e seus rebaixados.

Mas o texto de hoje é para retratar o campeão. Trata-se do Clube de Regatas do Flamengo. O rubro-negro conquistou seu sexto título no torneio, após 17 longos anos. E não foi nada fácil.

Neste ano, o Palmeiras ficou na liderança por 19 rodadas, esteve cinco pontos a frente do segundo colocado que a cada momento era um time diferente, mas não teve emocional para administrar a pressão e terminou cinco pontos atrás. A solução seria mesmo a reformulação?

Outro paulista que esteve com a taça na mão foi o São Paulo. Faltando duas rodadas o tricolor estava na frente e dependia apenas de si, mas a derrota para o Goiás e a vitória rubro-negra sobre o Corinthians, dava ao torneio um novo líder para não sair mais. Liderança esta que também foi por um bom tempo do Atlético MG, outro que também nem chegou a Libertadores.

O Flamengo lutava na última rodada contra os dois paulistas e com o Internacional, que definitivamente junto com ele tinha mais chances de levar o caneco. Dependia de suas forças e de seu maior rival o Grêmio para sagrar-se campeão. O tricolor, diferente de que muitos disseram engrossou para o Flamengo, mas a força de quase 100 mil torcedores e a bola parada de Petkovit fizeram a diferença para o clube carioca.

O título foi inquestionável. Foi mais do que justo. Ou você não concorda que um time que estava na 10ª colocação no primeiro turno, e que conquistou 70% dos pontos nas últimas 17 rodadas não merecia levar? O nome desta conquista poderia ser um só. O de Andrade. Técnico tranquilo, humilde e que soube controlar o ego, ansiedade dos jogadores na hora certa e que possui grande caráter.

Mas um grupo que foi criticado, menosprezado, questionado pelas qualidades tem que ser reconhecido. Nomes como os de Álvaro, Maldonado que chegaram na hora certa. Os de Ronaldo Angelim, Juan, Leonardo Moura sempre marcados. O de Bruno que amadureceu na hora certa e de Willians e Airton que fizeram muito bem o seu papel, além de Everton, Kleberson, enfim, não podem ser esquecidos. Sem a união destes, os consagrados Adriano e Petkovic, este realmente o craque do Brasileirão, talvez não fizessem a diferença. Deve-se engrandecer também o trabalho de toda a comissão técnica e diretoria que parece estar mais planejada e com os pés no chão.

Ano que vem é ano de Libertadores e de novos desafios. Boa sorte a Nação rubro-negra que finalmente gritou Hexa-campeão.