quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CADA CABEÇA UMA SENTENÇA - Por Rodrigo Curty

Hoje longe de querer criticar, julgar ou tendenciar o leitor para algum caminho que eu entenda possa ser o mais correto, escrevo para falar da situação atual da Seleção Brasileira de Futebol.
O técnico Dunga assumiu o comando da amarelinha logo após o fracasso na Copa da Alemanha. De lá para cá, o que não faltou da torcida brasileira e também da maioria da imprensa foram os questionamentos, o pé atrás, incertezas e claro os vários palpites de quem deveria estar no comando e defendendo as nossas cores para a próxima Copa.
Muito se passou e o ex jogador que sempre provou ser um lutador, um líder e também muito das vezes arrogante, se mostra hoje como um dos grandes treinadores mundiais. Ou no mundo do futebol principalmente aqui no país, alguém discute que o vale mais não são os números?
E estes são quase que inquestionáveis. Sim, apesar de também entender que a maioria dos amistosos realizados não foram com as consideradas grandes potências, respeito o fato do nível estar bastante equiparado. De qualquer forma, para se ter uma idéia, com Dunga a frente do Brasil já foram dez jogos contra rivais que levantaram uma Copa, e neles o treinador sem nenhuma experiência no cargo antes da Seleção teve um aproveitamento de 80%. Isso sem falar que devemos sim valorizar a conquista de Copa América e da Copa das Confederações, apesar de muitos acharem que os mesmos não valem muito.
Mas, se mesmo assim você não se convencer, vamos aos que todos gostam, os números. E eles na "Era Dunga" são excelentes. Ao todo foram 52 jogos com 36 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrrotas. O ataque também merece destaque. Foram 107 gols marcados e 37 sofridos.
Porém nem tudo são flores. Mesmo respeitando os números, a escalação poderia sofrer alterações, mas deixo claro que às vezes, é melhor ter um grupo que te respeita e conhece as limitações do que aquele que faz o que quer e transforma a comissão técnica em refém.
As mudanças poderiam ser poucas. Para exemplificar na minha opinião teria a entrada de um Diego, de um Ronaldinho Gaúcho, Lucas, André Santos e Alexandre Pato, e porque não de jogadores que atuam no Brasil como Cleiton Xavier, Pierre, Fred ou Hernanes. Mas alguém teria que sair, e eu não pensaria muito, e mesmo respeitando os serviços prestados e a obediência comprovada, estudaria se realmente a Seleção precisaria de Gilberto Silva, Josué, Felipe Melo e até Elano, Robinho e Julio Batista.
Enfim, apesar de discordar de alguns nomes acredito que os selecionáveis darão conta do recado na Copa da África do Sul, pois hoje fica cada vez mais claro que é melhor ter alguém fora das manchetes negativas do que aqueles que dão um show na hora que precisa.