quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

HIPOCRISIA RUBRO-NEGRA - Por Rodrigo Curty

Hoje o meu assunto é sobre a hipocrisia que existe no mundo do futebol. A questão de quem manda mais, ou aquela do manda quem pode e obedece quem tem juízo.

O clube da vez é o Flamengo. Este o último campeão brasileiro, jogando um futebol bonito, de raça, determinação, obediência tática e na batuta do maestro Petkovic. Rapidamente lembro que Pet retornou ao Flamengo, pelo fato do clube carioca ter uma dívida com ele de R$15 milhões que acabou virando R$12 milhões, e não só com ele que o rubro-negro sofre penhoras, mas não é essa a questão agora.

A questão é que o sérvio abriu mão de receber o que lhe é de direito para jogar com o clube no qual tem uma forte ligação de amor, e grande satisfação em defender. A humildade do clube carioca, a questão de Pet mostrar que a solução encontrada foi realmente a melhor, sua performance nos momentos decisivos, enfim culminou com o final do ano.

O craque foi receber prêmio em sua terra Natal, voltou e reclamou de ter que se juntar aos outros comandados de Andrade, em Porto Feliz, interior de São Paulo, onde foi realizada a pré-temporada do clube no ano. Fatos como esse incomodou o vice presidente de futebol Marcos Braz, mas a gota d'água, porém foi no clássico de domingo contra o Fluminense.

Depois de um 1º tempo abaixo do esperado da equipe inteira, Andrade resolveu mexer no vestiário. Foi aí que ficou decidida a substituição de Fernando e Petkovic, por Willians e Vinicius Pacheco. Talvez pela vontade de retornar a segunda etapa não ter acontecido, Pet e Marcos discutiram no vestiário, e o ídolo rubro-negro se mandou. De acordo com ele, foi ouvir o jogo do carro e ficou no aguardo se seria sorteado para o exame antidoping.

Após isso, o dirigente quis mostrar que o clube tem comando e decidiu afastar o jogador, que ficou indignado. Foi preciso a presidente Patrícia Amorim pedir reconcialiação para Pet voltar, depois de uma reunião entre a comissão técnica. No fim, a pena não veio em multa, óbvio, e foi para a carteira de trabalho do jogador. Uma advertência que faz com que qualquer novo piso em falso de Pet o tire por justa causa do mundo rubro-negro.

Finalizo com a questão se não era mais fácil se os envolvidos abafassem o caso internamente e acertassem o que foi definido mais na frente? Mas o ego das pessoas fala sempre mais alto. Um dia aprendi uma frase que é fato. Você conhece uma pessoa quando dá poderes a ela. E eu menciono outra, o cara que é bom não precisa provar, pois ele prova. e nesta briga sou mais Pet que não precisa mais provar nada para ninguém.