sexta-feira, 12 de março de 2010

LIBERTADORES É OUTRA HISTÓRIA - Por Rodrigo Curty

E a bola rolou ontem para mais três times brasileiros na Copa Libertadores da América.
O primeiro a entrar em campo foi o São Paulo. Definitivamente o tricolor ainda não se encontrou. A equipe não chegou ao entrosamento esperado, os erros de passes são constantes, jogadores como Cicinho, Hernanes, Marcelinho Paraíba, entre outros, não conseguem atuar bem. Já o técnico Ricardo Gomes deveria trabalhar melhor o esquema tático de sua equipe e saber em determinada circunstância como alterá-la durante uma partida, por exemplo, quando estiver com um jogador a mais ou quando for pressionado pelo adversário, como na partida de ontem contra o fraquíssimo Nacional(PAR), apenas sexto colocado do campeonato Paraguaio.
De qualquer forma o time também teve seus méritos, afinal, futebol não é justiça é competência, e isso querendo ou não o São Paulo teve mais uma vez na vitória de 2x0. E apenas para variar Rogério Ceni e Washington, que quase sempre são criticados pela maioria dos são-paulinos resolveram. O goleiro fez pelo menos duas boas defesas e contou com a sorte, algo que acompanha os excelentes goleiros. Já o atacante mesmo pressionado pelos amendoeiros de plantão marcou pela segunda vez consecutiva dois gols, chegou aos quatro no torneio. De quebra, ainda se juntou a nomes como Raí e Toninho Guerreiro como um dos maiores goleadores da história do clube na competição. O maior de todos é Rogério Ceni que já marcou 11 tentos.
É aguardar para ver se o tradicional clube sulamericano consegue de vez uma evolução, pois a sorte que hoje o acompanha uma hora poderá não estar presente.
Já o Cruzeiro tropeçou contra o também fraco Deportivo Itália(VEN). A equipe venezuelana ainda abriu o placar. Mas com Kleber, o gladiador em campo, não tem placar em branco. O artilheiro da Raposa marcou duas vezes, e virou a partida, mas em falha da zaga cruzeirense, erro do bandeirinha que não viu impedimento de Blanco que cruzou para o gol de McIntosh resultou no empate em 2x2 que pode custar caro durante o restabnte do torneio.
Por fim, o Internacional foi guerreiro em Quito. O Colorado sofreu uma pressão incrível dos donos da casa. A altitude mais uma vez atrapalhou um time brasileiro, o árbitro colombiano cometeu um gafe histórica. Ele marcou um penâlti inexistente para os equatorianos, mas depois de consultar o bandeirinha voltou atrás, e claro causou um tremendo mal estar. Daí pra frente foi só pressão, defesas de Pato Abondanzieri que saiu com dores no tornozelo e um empate de 1x1 que deixa a equipe de Jorge Fossati na vice liderança do grupo 5, com quatro pontos, dois atrás, acredite do Cerro(URU).
Libertadores é realmente uma outra competição.