segunda-feira, 19 de abril de 2010

A PRANCHETA DA VITÓRIA - Por Rodrigo Curty

E o Campeonato Carioca chegou ao fim. Longe do que muitos imaginavam no começo do ano aconteceu. O Botafogo, considerado por muitos como a equipe mais fraca do Rio de Janeiro quebrou uma escrita. A de ser campeão dos dois turnos, sem ter que jogar a finalíssima. A última vez que ó campeão da taça Guanabara também foi o vencedor da taça Rio ocorreu em 1998 com o Vasco.
Neste ano o time da estrela solitária credita todo o mérito ao seu treinador, Joel Santana. Depois de ter ido mal na África do Sul, o simpático "Rei da prancheta" é agora também "Rei do Rio", mesmo em 1987 não ter sido o treinador na reta final, havia sido substituído por Sebastião Lazaroni. Mas sinceramente deve ser considerado também como campeão pelo Vasco.
Desta forma, Joel soma oito títulos na cidade maravilhosa, e por todos os quatro grandes. Os méritos porém, ele divide com os jogadores que foram execrados, após a goleada para o Vasco por 6x0,e que custou a cabeça de Estevam Soares. E tem porque dividir a honra. A dupla gringa formada por Herrera e "El Loco" Abreu não tremeram diante do grande pegador de penâltis Bruno, e decretaram a vitória por 2x1. Caio, o "talismã" ontem não foi bem, mas em outras oportunidades fez a equipe conquistar a vitória. Leandro Guerreiro, o remanescente da "era do vice" mostrou a raça de sempre e deu força aos companheiros que de alguma forma sentiram o empate. E claro, o goleiro Jefferson que há algum tempo vem sendo a força da defesa com intervenções dignas de uma camisa que já teve grandes nomes como o eterno Manga, por exemplo, e que defendeu o penâlti do badalado Adriano, que viu o sonho do tetra ir por água abaixo.
Por isso, hoje estes guerreiros que tiram força de onde não existe e um Joel Santana, talvez com um toque de mágica, pela motivação e com os segredos que sua vitoriosa prancheta faz com que a nação alvinegra sorria e comemore.
Mas vale o alerta: Comemore botafoguense, mas com moderação. Pois, apenas com o atual elenco, sem chegada de reforços, não há prancheta que resista em um Campeonato Brasileiro.