segunda-feira, 21 de junho de 2010

COERENTEMENTE: DUNGA! - por Gustavo Cavalheiro

Peço licença ao leitor do Esporte Acontece por voltar assim sem mais nem menos, depois de um bom tempo em que participei apenas como leitor. Quem me trouxe de volta a esta nobre arena do debate esportivo é o nosso coerente técnico da seleção brasileira de futebol Dunga.

Após uma boa vitória contra Costa do Marfim, que classificou o time para a segunda fase da Copa, Dunga se fez mais coerente, do que nunca, na coletiva de imprensa para o mundo.

A seleção, primeiramente dele, brasileira perdeu a chance de mostrar que seu técnico evoluiu como pessoa e ele mostrou que não está no mesmo nível do cargo que exerce.


O técnico que pregou coerência em quase 4 anos a frente da seleção, coerentemente utilizou um vocabulário “enfezado” para demonstrar que é um ser vingativo, pequeno e torpe. Ao interpelar um jornalista (aqui cabe ressaltar que não sou jornalista e sempre me manifesto contrário ao tradicional corporativismo da classe dos coleguinhas), Dunga xingou não só uma pessoa que NÃO estava lá agindo conforme a mente reclusa e diminuta do técnico acredita, mas o mundo.

Isso não existe! Isso é inexplicável e injustificável!

Nada mais coerente para um jogador medíocre e recalcado, que não tolera aceitar que NUNCA E EM TEMPO ALGUM, sua geração 90-94 será exaltada como a geração "perdedora" de 82.

Nada mais coerente para o capitão “inovador”, que assim como Bellini em 58 inventou o ato de levantar a taça, assim como Cafu que em 2002 inventou o ato de subir no púlpito, nosso atual técnico ainda como capitão em 1994 inventou o ato de xingar o mundo ao levantar a taça.

Dezesseis anos depois, Dunga se mostrou ainda menor que aquele capitão rancoroso. Enquanto o astronauta Neil Armstrong se preparou para proferir algo relevante para o mundo no seu pisar na Lua, Dunga estava preparado para deixar de ser o anãozinho malhado e se tornar um pária que utiliza imoralmente a força de uma situação para se agigantar pela opressão.

Mas esperar o quê de alguém que não entende que não é necessário viver a História para compreendê-la e evoluir com os erros do passado?