segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FUTEBOL E MARKETING - Por Rodrigo Curty

O futebol está cada vez mais voltado para o mundo dos negócios. Na verdade sempre esteve, porém, antigamente existia o chamado "amor ao clube", existia o comprometimento de longa data. Era bonito defender as cores do clube de coração, era honroso não ter passado por outros clubes, sejam eles rivais ou de fora. Era raro ver os verdadeiros craques pensarem apenas na grana que o esporte Bretão oferece.
Hoje em dia é cada vez mais comum darmos de cara com empresários que pensam mais em si do que no próprio atleta empresariado. A assessoria somente serve para encher os bolsos daqueles que buscam quem sabe um retorno do que foi investido. Queria que os tempos do passado um dia voltassem, pois assim poderíamos presenciar e tentar entender se Pelé, Zico, Garrincha, Zizinho, entre outros fossem sondados ou participassem de "leilões" com os clubes autrora.
Falo tudo isso para manifestar o caso Ronaldinho Gaúcho. Jogador que já fez muito dentro do campo e fora dele. Foi melhor do mundo em 2004/2005. Virou personagem em quadrinhos, ganhou admiração dos mais novos e mais velhos, mas teve queda de rendimento e não soube dar a volta por cima. Saiu da Copa de 2006 sem muito louvor, assim como os outros que cairam diante da França. Saiu do Barcelona onde foi rei um dia, mas desprezado e levado ao Milan, onde jurava que recuperaria o verdadeiro futebol. Doce ilusão. Passa o tempo e cá estamos com o simpático dentuço de volta ao Brasil.
O jogador, pelo incrível que pareça chega desgastado, uma vez que seu irmão e empresário Assis valorizou a vinda. Palmeiras, Flamengo e Grêmio, este último inclusive sendo a vontade do jogador. Mas quem manda é o empresário. Mas cá entre nós, para recuperar o jogador teria um lugar melhor que o Rio de Janeiro e o Flamengo? Afinal, lá parece que pode-se fazer tudo, desde que corresponda em campo. E acredite, ele terá que dar conta das cobranças que serão muitas, pelo desgaste. Mas será que Ronaldinho voltará a encantar? Aqui no Brasil eu não dúvido, mas ele tem que estar a fim e focar em objetivos como Seleção, títulos, volta ao cenário mundial.
Pelo lado rubro-negro, no meu entendimento volta à tona o ano de 1995, quando Romário desembarcou no Rio, após estar no auge. Catástrofe total com Edmundo, Sávio e Cia.Isso sem falar que Luxemburgo era o comandante. Nada como um dia após o outro. Agora será a vez de Ronaldinho, Thiago Neves, Felipe e cia. Isso sem falar das ações de marketing, onde o personagem tem tudo para trazer lucro com venda de bonecos, jogos, camisas, promoções. Imagem aqui é tudo, e é bom que se diga.
E vamos aguardar o confronto contra o Grêmio que deve ser de bastante hostilidade, desrespeito e tristeza. Daí saberemos se Ronaldo é realmente um showman ou um "craque" que decide.
Até a próxima!!