domingo, 27 de março de 2011

COMO TUDO COMEÇOU - Por Rodrigo Curty

E hoje é um dia histórico para o torcedor do São Paulo. O jejum contra o maior rival da atualidade, Corinthians foi quebrado. Antes do triunfo de 2x1, eram 11 jogos, sendo sete derrotas e quatro empates, e que deixava o torcedor são-paulino histérico, ansioso e com "raiva" do corinthiano.


A partida contou com certo equilibrio, porém com um tricolor bem mais disposto e confiante. Parecia mesmo que hoje para o corinthiano o final teria um resultado diferente de outrora. Um amigo meu, Vinicius, torcedor doente do São Paulo neste período de vacas magras contra o Timão costumava me dizer" Vamos jogar como nunca e perder como sempre".


Hoje a história foi diferente e arrisco dizer que ele e muitos torcedores devem ter se emocionado, e por algum momento terem tido vontade de encontrar o goleiro artilheiro RC para pedir desculpa por certo momento solicitarem para que o mesmo pendurasse as chuteiras.


Tem certas horas que a paixão fala mais alto, por isso não os culpo de deslizes como este. Mas, cá entre nós, o camisa 1, se ainda não é o maior ídolo deste clube que está longe de completar 100 anos de vida e que já ganhou praticamente tudo que disputou, deve estar bem próximo de ter essa justa homenagem.


O goleiro artilheiro chegou neste 27 de março ao seu gol de número 100. E para quem não se recorda foi também de falta que sua trajetória começou. O ano foi 1997, e o adversário era o União São João de Araras. Hoje não poderia ter sido melhor para o arqueiro que já ficou 14 jogos sem perder para o rival e não aguentava mais a pressão, as gozações, enfim. Para ele foi como tudo começou. Um gol de falta. É certo afirmar que o torcedor irá comemorar por um longo período esta vitória, talvez bem mais do que o jejum ocorrido no período de 76 a novembro de 79, quando na ocasião o jogo também marcou 12 jogos de invencibilidade alvi-negra e que foi quebrada pelo então atacante Serginho Chulapa.


Épocas bem distintas, mas emoção parelha. Viva o futebol que de tabu e quebras faz a alegria e a tristeza dos torcedores. Hoje, o apelido que é dado para este clássico não poderia mesmo ter outro adjetivo que não "Majestoso". Torça sem violência e até a próxima!