sexta-feira, 9 de setembro de 2011

HORA DA FAXINA - Por Rodrigo Curty

E o Flamengo não é mais o mesmo. É bem verdade que o fator Ronaldinho Gaúcho pesa para o rubro-negro, porém não justifica a atual fase vivida pelo clube. Após a derrota para o Corinthians de virada, os comandados de Luxemburgo chegaram a marca de sete jogos sem vencer.

É sabido que muitos dos considerados favoritos ao título tiveram a fase negra ou ainda terão na competição. O problema é saber administrar esta fase. O Mais- Querido do Brasil, por exemplo, de postulante a conquista agora já gera dúvida se fará parte da Libertadores.

A questão é simples: Faltam 16 rodadas e consequentemente muita coisa ainda pode mudar. O que não pode no caso do Mengão é insistir nos mesmos erros. Seja na escalação ou na parte técnica. O time não empolga mais. Erra muitos passes, se inferioriza em momentos cruciais, mostra dependência nítida sobre um jogador. Isso sem falar que as peças de reposições não são compatíveis com quem sai. E olha que não falamos de nenhum super craque. O ego nesta hora estraga qualquer ambiente, e Luxa que aparentemente havia voltado a gostar de ser treinador, muitas das vezes esquece que no mundo da bola, a linguagem boleira vale mais que os holofotes.

Para o time carioca voltar a vencer e embalar é preciso zerar os problemas internos que não são poucos. Reza a lenda que os salários estão em dia, mas as premiações, direitos de imagem, e principalmente um patrocínio que pague o que se espera são fatores que atrapalham o planejamento. E olha que apesar dos pesares, um "pum" na semana que ganhou destaque.

Por falar nisso, o responsável pela valorização, Vanderlei Luxemburgo de confiante já usa um discurso que uma libertadores seria o objetivo da equipe. Talvez seja uma estratégia pra acalmar oos ânimos e mexer com o brio dos comandados. Agora sério! Longe de ser um baita time, mas em comparação com os que estão acima e de poucos que estão colados como o Fluminense, pode-se dizer que não fica aquém.

Os anos de 2009 e 2010 nos mostraram que tudo é possível, mas sem fazer a faxina na hora certa, o objetivo não é alcançado. Não só no Flamengo fica uma lição. O de se ter maturidade e aguentar a pressão pra se chegar há algum lugar. Tempo existe, mas sem vibração, respeito, trabalho forte e dignidade vai ficar difícil acreditar em mudanças no final do ano. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Até a próxima