domingo, 23 de outubro de 2011

RAZÃO, PAIXÃO E DIREITO - Por Rodrigo Curty

E foi dada a largada da 31ª rodada do Brasileirão. O Botafogo perdeu mais uma. Se na última quarta-feira a derrota foi para o Santos, agora o alvinegro levou a virada do Avaí por 3x2. Duas chances para asssumir o certame foram desperdiçadas, mas o time não pode se abater, pois ainda conta com chances reais de se chegar ao objetivo. Objetivo este, cada vez mais longe do Fluminense. Desfigurado, o tricolor mostrou que depende e muito de Fred para voôs maiores. O algoz foi o veterano time do Atlético MG, que aos trancos e barrancos luta pela sobrevivência na Elite em 2012.


E o Palmeiras? Nem Felipão salva. Sem comando, vibração e emocional, a derrota desta vez foi para o Figueirense que sonha com Libertadores. Torneio este que também interessa ao Grêmio, que com um jogador a mais por quase toda a partida, cedeu o empate de 2x2 ao lanterna, porém valente América MG.


Hoje a luta pela liderança continua. O atual líder Corinthians vai para a partida considerada a mais complicada das últimas que têm a fazer. Encara o Internacional, que por sua vez, busca as últimas cartadas para chegar a conquista. O Vasco encara dois adversários. O calor escaldante de Pituaçu e o Bahia, o terror dos cariocas em 2011. O Flamengo desfigurado e questionado pela sonora goleada sofrida pela La U tem o Santos de Neymar pela frente. O São Paulo, espera voltar a vencer no Brasileirão. O adversário é o perigoso e valorizado time do Coritiba.


Na parte de baixo, destaque para o duelo de seis pontos entre Atlético PR e Ceará, e do Cruzeiro contra o bom time do Atlético GO.


O cenário é este, a questão a ser analisa é a razão que algumas equipes têm para jogar bem ou mal. Teria direito de jogarem a toalha, e simplesmente alegarem que tiveram um dia ruim, aqueles jogadores que reclamam de salários atrasados, direito de imagem, entre outras coisas?


O torcedor vive da paixão, da emoção e não se interessa se A ou B recebe ou deixa de receber. Ele quer apenas, que a partir do momento, que o seu ídolo ou atleta da agremiação, esteja ele certo ou errado entre em campo, seja para lutar pelos três pontos e justificar o dinheiro que foi investido para o espetáculo.


A paixão é algo avalassador. A razão separa opiniões. Por exemplo, o time não vai bem porque não recebeu o que lhe foi prometido. Dá para entender, mas por que então não deixar de entrar em campo, ao invés de fingir que luta por algo? Por que chantagens ao invés de atitides dignas? Talvez sejam perguntas sem respostas, mas que no fim saberemos que todos temos o direito de lutar ou negar algo.


É nesta reta final que teremos a certeza de quem realmente abriu mão do que lhe é direito para entrar para história. Tudo pelo simples prazer de fazer parte da galeria dos jamais esquecidos pelos apaixonados, e muitas das vezes ignorantes torcedores. Viva o futebol brasileiro!