quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LIÇÃO DA LIBERTADORES - Por Rodrigo Curty

As estreias de Santos, Flamengo e Corinthians na Copa Libertadores 2012 ficaram aquém do esperado. A lição que fica é a que todos já sabem, mas que demoram pra colocar em prática. A de que Libertadores é outro torneio, e por isso deve ser jogado de uma forma onde se encontre resultado mesmo sem encantar.

O atual campeão do torneio cansou de perder gols contra o fraco time de nome forte The Strongest. Conhecido dos torcedores brasileiros, principalmente pelos do Santo André e Ponte Preta, o atacante Pablo Escobar jogou demais. Ele ajudou sua equipe a suportar a pressão e a alta diferença técnica para triunfar pelo placar de 2x1. Muricy Ramalho não gostou nada, e com certeza irá cobrar mais objetividade nas próximas partidas. Vale lembrar ao torcedor do Peixe que no ano passado as coisas também começaram mal. Aposto não só na reação como o time da baixada termina em primeiro do seu grupo.

Já o Flamengo se postou bem contra o Lanús na Argentina. Saiu na frente, após segurar a pressão dos argentinos com direito até a bola na trave. Léo Moura voltou a atuar bem, mas a falta de criatividade e objetividade do meio-campo atrapalha o rubro-negro a triunfar com segurança. O time mostra deficiência técnica e priva cada vez mais a sua parte defensiva. O Flamengo como afirmou Joel Santana antes da partida de ser um time diferenciado e que entra sempre pra vencer, terá que melhorar e muito pra não correr o risco de ser eliminado precocemente. Vagner Love vai ser uma excelente solução para o ataque.

Por fim, o Corinthians encarou o violento e chato time do Táchira, da Venezuela. Levou um gol bisonho e não conseguia furar a marcação. Mas o melhor estava guardado para o final do jogo. Mas antes deste momento mágico, o técnico Tite, assim como seus comandados estava bem nervoso e apreensivo a cada jogada. Na segunda etapa as mexidas começaram a surtir efeito. Alex entrou bem e aos poucos dava um toque com mais qualidade na meia cancha. Para sorte dos corinthianos, o adversário teve um gol “bem” anulado, diga-se de passagem. Fica a lição, porém que o nervosismo e pressão pelo inédito título devem ser mais ponderados, caso contrário o número de torcedores infartados aumentará na nação alvinegra, ou você torcedor do Timão prefere ter um gol de Ralf ou qualquer outro jogador sempre nos acréscimos?

Vamos aguardar as próximas partidas dos brasileiros no torneio, e torcer para não apenas Internacional e Fluminense façam o seu papel.

Até a próxima!