quarta-feira, 30 de maio de 2012

O VERDADEIRO BRASIL - Por Rodrigo Curty

E hoje a bola rola para mais uma partida da Seleção Brasileira. A quase dois anos o Brasil teve a estreia de Mano Menezes no comando, e o adversário era o mesmo desta noite. Trata-se da Seleção Americana. Na ocasião, um estreante promissor fez a diferença. Neymar deu a vitória a Seleção.
Agora não apenas os dois citados acima, mas uma legião de jogadores que devem estar presentes na Olímpiada de Londres querem mais uma vitória pra manter o time de Mano invicto. Há quase dez partidas sem ser derrotado, e mesmo assim com o cargo ameaçado, o teste vale a pena. Diferente da desfalcada Dinamarca, os EUA a cada ano se torna uma potência também no futebol.
O motivo é simples. O país americano investe alto desde a base estudantil. Seja nas escolas, faculdades e na formação de atletas, isso faz a diferença. Conseguimos perceber isso nos outros esportes. Se a Copa em 1994 não tinha tanto peso no que se refere a Seleção local, isso aos poucos se esgota. O americano é por natureza competitivo. Não gosta de perder nem em par ou ímpar. Acredita que a tendência de estar entre os quatro melhores do Mundo no futebol é muito real. Trabalha forte nisso.
No caso do Brasil, bem, há um bom tempo buscamos retomar a hegemonia. Apesar do país ser o único penta-campeão mundial, não é de hoje que não encanta seus torcedores. Hoje em dia, o torcedor sofre muito mais pelo seu clube de coração do que pela Seleção. Talvez por questões da falta de um patriotismo real, da falta de empolgação por quem dirige o time, as falcatruas, e por aí vai. 
O Brasil não enaltece, não respeita seu torcedor, porém não pode ser esquecido por muitos que por ele jogam e fazem questão de honrar o país. Thiago Silva, Oscar, Neymar, Ganso, Lucas, Leandro Damião, Hulk, entre outros merecem os aplausos e a confiança.
A Olímpiada é um sonho a ser alcançado. O que não pode é está louca obsessão por algo que teoricamente não fará diferença alguma para ao país. Olímpiada é sinônimo de outros esportes coletivos, individuais que não o futebol. Futebol é Copa do Mundo. De qualquer forma não tem como não torcer e vibrar pelo que pode ser um novo Brasil. E que fique um conselho. Em caso de conquista inédita em Londres, que não nos iludamos de que a Copa do Mundo também será nossa, e que os problemas acabaram, afinal muita coisa está por vir e de maior importância.
Boa sorte a nova geração brasileira!