quinta-feira, 20 de setembro de 2012

DE ÍDOLO A TRAIDOR - Por Rodrigo Curty

E finalmente a novela Paulo Henrique Ganso tdeve estar próxima do seu final. E olha que os capítulos foram repletos de suspense, drama, falsidade e mentiras.
O jogador que há tempos não andava bem na Vila Belmiro já era criticado pelos torcedores do Santos, mas independente de falta de produtividade, reclamações salariais, brigas internas e políticas, tudo leva a crer que o jogador voltará a ser aquele "10" que tanto falta ao futebol mundial, afinal talento ele tem de sobra.
O que não pode e dúvido que ocorra é a permanência da péssima assessoria e pessoas próximas ao jogador, pois não posso julgar, mas acredito terem sido a principal razão pelas preocupações finaceiras e pedidos de valorização do jogador. Independente disso, as seguidas lesões e falta de empenho do clube em satisfazer ainda mais o jogador também culminaram para a saída, esta aliás que deve ser concretizada nesta noite, após reunião do jogador e diretoria do Peixe já que com o São Paulo está tudo acertado. 
O time da Vila Belmiro receberá R$ 23,9 milhões referentes aos 45% dos direitos econômicos a que tem direito da multa rescisória para clubes nacionais. O percentual restante que é de 55% pertencem à DIS, parte esportivo do Grupo DIS. Nunca é demais ressaltar que a multa rescisória para clubes estrangeiros é de € 50 milhões (R$ 132 milhões), porém não houve manifestação dos gringos para o jogador paraense.
Esse fato, claro em outras proporções me lembrou da tumultuada saída de José Roberto Gama de Oliveira do Flamengo para o maior rival rubro-negro, Vasco da Gama.Ídolo na Gávea e atrás de uma renovação, a diretoria do Flamengo complicou e apertou o atleta a renovar e que somente liberaria se alguém pagasse um valor absurdo, dito e feito, o senhor Eurico Miranda bancou, e o então ídolo virou traidor e ídolo no rival, aonde já na primeira temporada se transformou em campeão brasileiro.
Sucesso a Ganso e que de uma vez por todas, a minha torcida é pela ajuda dos empresários aos atletas e não ao abuso e pressão emocional. Jogador deve ser educado e amadurecido, e não "ajudado" e tratado como um produto.
Até a próxima!