quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

GRITO ENGASGADO - Por Rodrigo Curty

E hoje a bola rola para a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana entre o Tigre, da Argentina e São Paulo.
O confronto marcado para às 21h50m (horário de Brasília), será no tradicional palco argentino, o temido estádio La Bombonera, do Boca Juniors.
O Tricolor paulista é sem sombra de dúvida o grande favorito a conquista inédita do torneio. Conta com um time muito superior tecnicamente, CTT mais estruturado e uma folha de pagamento bem acima, mas é sabido, que quando se menos espera, a bola pode punir e trazer graves consequências no que parecia óbvio. 
Sinceramente, não vejo o São Paulo como um super time, mas com certeza é um time muito bem montado, dirigido e de toque de bola surpreendente. Possui uma importante espinha dorsal com Rogério Ceni comandando a zaga, um meio-de-campo pegador e um ataque que na hora H sempre decide, assim é impossível não acreditar que a hora de soltar novamente o grito de "é campeão" está bem próximo.
Motivos não faltam. De uma equipe criticada, menozprezada por muitos, e que aguentou as gozações de torcedores de outras grandes equipes da capital paulista, uma vez que o Santos levou o Campeonato Paulista, o Corinthians a tão sonhada Libertadores e o Palmeiras, apesar de rebaixado, comemorou a Copa do Brasil, fez com que a cobrança aumentasse.
O padrão tático é outro do início do ano, após assumir de forma tímida, questionada e duvidosa, Ney Franco aos poucos ganhou seu espaço e mostrou pulso forte quando exigido. A torcida são-paulina, tradicional em criticar mais do que apoiar nos momentos ruins, hoje reconhece o trabalho e faz questão de idolatrar o treinador antes das partidas. Resta saber se com um tropeço na final isso será mantido.
Caso ocorra o inesperado tropeço, ele seria por um adversário que não conta com outra tradição que não seu tempo de vida. São 110 anos de história, principalmente nas divisões inferiores de seu país. Hoje será a primeira final internacional do ‘Matador de Victoria’. Este na verdade um apelido dado ao clube, quando atua em seu estádio, o que não será o caso hoje.
Os são-paulinos devem se atentar para enfrentar a forte marcação, a insistência do jogo aéreo e o que chamamos de "a bola do jogo", afinal em duelo de Davi e Golias, qualquer vacilo pode custar caro.
Faça a sua aposta e confira se  após o dia 12/12, dia da grande final, no Morumbi, nós teremos mais uma vez um pequeno fazendo história ou se o grande manterá a soberania de jamais deixar de gritar "É campeão" e provar que realmente voltou a incomodar os que não acreditavam na ressurreição.

Até a próxima!