quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FAVORITISMO BRASILEIRO - Por Rodrigo Curty

E foi dada a largada para mais uma Libertadores da América. O Brasil conta com a participação de Fluminense, Atlético MG, Corinthians, Palmeiras, Grêmio e São Paulo. Todos têm o objetivo de conquistar a tão almejada taça continental.
Pelo histórico das últimas edições, tradição e fortalecimento dos elencos destas equipes, eu aposto que teremos mais uma vez um time brasileiro na final desta edição. Mesmo que particularmente pensar que o campeão do torneio deva ter competência, mas também contar com certa dose de sorte. Simples, após a fase de grupos, o sorteio e o caminho para se chegar até a finalíssima é determinante para o sucesso ou fracasso. Muitos favoritos se “matam” logo de cara, outros pegam adversários duros fora de casa, mas decidem em seu território.
Penso que neste torneio, mas vale saber jogar de forma inteligente, do que simplesmente dar show. É uma espécie de Copa do Mundo, onde nem sempre o favorito é o campeão.
De qualquer maneira, o que importa neste momento é que a bola já rolou na chamada Pré-Libertadores. São Paulo e Grêmio entraram em campo para a primeira batalha. Os dois tricolores investiram para a temporada. O do Morumbi trouxe experiência e liderança para o time, trata-se de Lúcio que aparentemente dividirá a função com o intocável Rogério Ceni. O gaúcho tem a experiência de Dida, Zé Roberto e a velocidade e capacidade de Vargas.
Vamos às partidas. O primeiro teve a sorte de jogar a primeira em casa. Os comandados de Ney Franco mostraram que independente do adversário, o Bolívar(BOL), ser extremamente fraco tecnicamente e sem poder contar com a sua principal arma que é a atitude, que é um sério candidato a ir longe no torneio. Sem muito esforço, com toques de bola, jogadores que sabem o que fazer com a bola, e principalmente pela obrigação de encantar o seu torcedor que tem um sentimento peculiar com a competição, o placar de 5x0 foi visto como merecido.
Na partida de volta é bem capaz do tricolor voltar a vencer. O que não pode é o são-paulino se iludir pelo elástico placar e a boa apresentação, entender que o campeão voltou. Tem muito chão pela frente.
Em relação ao tricolor gaúcho, a parada foi mais indigesta. Os comandados de Luxemburgo tiveram a LDU (EQU), em Quito. A altitude foi até que combatida. Houve chances para os dois lados, o time brasileiro se postou bem, não se acovardou, buscou o jogo, foi inteligente, mas o time da casa também insistiu e de tanto arriscar, chegou ao seu importante gol no final da partida. 1x0 é um placar totalmente reversível, mas é preciso ter paciência para não se surpreender e dar adeus de forma precoce ao torneio.
Em breve, outras equipes brasileiras entrarão em campo, e com eles a nossa torcida.
Até a próxima