domingo, 3 de março de 2013

ETERNAMENTE ZICO - Por Rodrigo Curty


Hoje é um dia muito especial para a nação rubro-negra do Clube de Regatas do Flamengo. Há exatos 60 anos, nascia Arthur Antunes Coimbra, o Zico. Este o maior ídolo do clube de tantas tradições e que com seu profissionalismo, futebol, dedicação e respeito, transformou e conquistou milhares de seguidores, é admirado até por torcedores adversários, é exemplo para quem inicia a carreira, já foi e é homenageado constantemente por compositores, e por aí vai, mas por que tanta admiração?

Bem, você deve estar cansado de ouvir as histórias de Zico, mas nunca é demais repetir, o seu início no futebol foi em um time de futebol de salão de familiares e amigos, o Juventude de Quintino, depois o River Futebol Clube, onde teve o privilégio de ter um olheiro de nome Celso Garcia, radialista famoso e amigo da família Coimbra. Começava aí a história de um jogador que jamais será esquecido. Celso se encantou com a qualidade, leveza e brilhantismo de Arthur e decidiu levar o franzino para a escolhinha de futebol de campo do Flamengo.

Mas o garoto franzino, por causa da falta de dinheiro, distância, entre outras questões, quase que vai parar no maior rival, o Vasco da Gama. Mais tarde, o Galo descobre que o então presidente do clube, George Helal bancou de seu próprio bolso o que era necessário para ele ser mantido na Gávea. Mas era preciso ganhar corpo e peso. Foram longos três anos se dedicando nas salas de musculação, treinamento e tratamento fisiológico.

O Galo, então estreou na equipe juvenil no dia 6 de março de 1971, e deixou sua marca duas vezes na vitória de 5 x 1 sobre o Madureira. No mesmo ano foi decisivo em sua estreia nos profissionais contra o Vasco da Gama, ao dar passe para o gol marcado por Nei e depois vibrar com o da vitória de 2x1, gol de Fio Maravilha. Daí para frente seria muitas alegrias e também tristezas na vida deste baita ser humano.

Mas hoje vamos falar de alegria e não de coisas como o quase abandono dos gramados de forma precoce, por ter sido cortado da Seleção Brasileira olímpica que representaria o país em Munique em 72, das contusões sofridas na carreira e das eliminações em Copas do Mundo.

Hoje é um dia feliz. Foram 60 anos de muita coisa boa na vida deste homem. Dignidade, respeito, trabalho, alegria e maturidade para assumir erros e acertos. A carreira marcada por números surpreendentes como os 333 gols marcados no Maracanã, recorde do estádio. Quatro campeonatos brasileiros, uma Copa Libertadores e Mundial de clubes, e por aí vai. Na vida de treinador um aprendizado em países como Japão e Turquia.

Por isso e muito mais, independente de ser ou não rubro-negro, o torcedor brasileiro, e por que não mundial deve parabenizar Zico por tudo que fez e faz para o bem do futebol.Obrigado Galo, muita saúde, e principalmente força para seguir em frente.