domingo, 31 de março de 2013

LIÇÕES DO MAJESTOSO - Por Rodrigo Curty

E lá se foi mais um clássico Majestoso. São Paulo e Corinthians se enfrentaram no Morumbi e para variar teve polêmicas na arbitragem.
Diferente dos últimos clássicos paulistas onde tivemos péssimos jogos e nada de gols, este foi bastante equilibrado, mas com um São Paulo mais ofensivo, principalmente no primeiro tempo e marcando bem o Timão desde a parte de seu campo. A posse de bola foi mais do tricolor, já os erros de posicionamento, reclamações de faltas e, as que foram cavadas e marcadas bem equilibradas.
Do lado tricolor, Ney Franco apostou em dois meias desde o início e foi bem. Ganso e Jadson mostraram criatividade e ofensividade. Foi assim que saiu o primeiro gol do clássico. Jogada rápida na esquerda, reclamação de falta de Denílson em Alessandro, velocidade de Osvaldo, corta luz e gol de Jadson. Já do lado dos comandados de Tite, a entrada com três atacantes também foi acertiva, mas sem poder no meio, pois Ralf se sobrecarregou e Paulinho ficou preso na marcação, mas o entrosamento, a tranquilidade e frieza do elenco, jamais pode ser desprezada. Se Paulo Miranda não acreditou no lançamento de Sheik, Danilo não vacilou. Dominou com a perna esquerda, driblou o lateral/zagueiro e de perna direita colocou a bola no ângulo de Rogério Ceni. 
Na segunda etapa o jogo ficou muito preso no meio ao invés das jogadas pelas pontas. Muito respeito, cai-cai para influenciar a arbitragem e aquela certeza no ar, de que o jogo seria decidido em uma bola. Foi exatamente o que aconteceu. Alexandre Pato substitiu Guerrero e, após falha de Rafael Toloi na recuada para Rogério Ceni, o atacante foi mais rápido, tocou na bola e o capitão tricolor com o décimo de segundo que perdeu na jogada acertou a sola da chuteira do corinthiano, pênalti marcado pelo árbitro Leandro Bizzio Marinho. Polêmica no ar, pois para muitos o chute foi decorrência de uma solada. 
Independente de quem está ou não certo, o que mais incomoda é esta valorização contra a arbitragem. Cada um defende a sua. Se não marcasse, seriam os corinthianos que reclamariam. Eu sinceramente daria dividida normal e tiro de meta. Agora o erro no caso da marcação foi a não expulsão de Rogério Ceni, ou seja, se não houve dúvida, faça o que a regra manda, expulsão quando se tem a direção do gol. 
Mas não deu Ceni e sim Pato, gol e garantia de vitória de 2x1. Mas o clássico deixa muito mais lições do que reclamações. Ambas as equipes devem avaliar o antes e pós jogo. Os donos da casa do porque ter entrado com a força máxima, uma vez que estão classificados por antecedência e por ter um jogo de vida ou morte pela Libertadores na 5ªf contra o The Strongest, na Bolívia. A resposta pode ser a grande rivalidade das duas equipes, a não aceitação em caso de derrota vergonhosa e, a questão de provar quem é o melhor, besteira que pode custar mais caro que a derrota de virada. 
Para o Corinthians a mesma razão, mas com a vaga nas Libertadores muito mais próxima e fácil que a do rival, uma derrota seria melhor compreendida. O acerto foi em colocar jogadores para ganharem ritmo para o duelo contra o Millonarios, na Colômbia, e de quebra uma vitória que acabou com a invencibilidade de 24 partidas do São Paulo, em seu estadio.
A tendência é que Ney Franco caia em caso de derrota e que alguns jogadores saiam do time titular. No Corinthians o rendimento que a torcida espera está longe do ideal, mas o ambiente está mais ameno e sem muita cobrança, mesmo em caso de seguidos tropeços, será?
É aguardar para ver. Até a próxima!