quarta-feira, 19 de junho de 2013

DÚVIDA, LEVEZA E CREDIBILIDADE - Por Rodrigo Curty

A semana começou com uma forte presença de brasileiros nas ruas do país. Seja pelo pano de fundo ao exigirem a diminuição da tarifa do transporte público, seja para manifestar contra a corrupção e altos investimentos para a Copa do Mundo. 
O povo acordou, e o mais bonito disso tudo, apesar de termos sempre uma classe de vândalos para estragar o movimento "Cara limpa" é a liberdade de expressão, a busca pelos direitos e a exigência e insatisfação colocada à prova sem dirigir a qualquer partido político. O Brasil é maior do que qualquer bandeira. O povo que antes se via acomodado, que acreditava que nunca as coisas iriam mudar, pois o comando só muda de figura, finalmente entendeu que a força de uma Nação faz a diferença. Transporte precário, educação beirando a ridicularidade mundial, saúde em estado de calamidade, entre outras coisas devem começar a receber maior atenção dos governantes. A exigência contra a Proposta de Emenda 37, a chamada Pec37, que garante às polícias Federal e Civil dos estados e do Distrito Federal competência privativa para apurar infrações penais de qualquer natureza e que para algumas entidades contrárias ao documento tira o poder de investigação dos Ministério Público Federal e Estaduais, e reduz o número de órgãos de fiscalização não conta com o apoio dos manifestantes. Isso vai dar muito o que falar no dia 26.
Mas de volta ao que vale hoje. A vitória do Brasil por 2x0 sobre o México, em partida válida pela segunda rodada da Copa das Confederações. Fortaleza esteve em festa, antes, durante e depois da partida. Apoiou a equipe de Felipão, cantou, gritou, exigiu, empurrou, criticou, aplaudiu e se fez vitorioso junto com os comandados.
Se ainda existe a dúvida para alguns de que Neymar é o cara, sinceramente isso deve acabar em breve. O fato é que o craque brasileiro demonstra uma maturidade incrível, principalmente após ter sido vendido e ter deixado a sua casa, a Vila Belmiro, onde brilhou e conquistou importantes títulos. O camisa 10 fez o que quis hoje. Marcou golaço, chamou o jogo, driblou, tabelou, deu gol, humilhou, emocionou e se emocionou. Jogou do jeito que o brasileiro gosta. Futebol arte com responsabilidade. É bem verdade que sozinho ele não fará verão, mas é nítido que a sua ida ao Barcelona o deixou mais leve e pronto para desafios. 
É bem verdade também que a credibilidade da Seleção muito terá a ver com a situação das ruas. A exigência contra investimentos em produtos e ações supérfluas como estádios, principalmente em Brasília serão determinantes para a sequencia da política neste país. Quero acreditar que nada por baixo dos panos será feito para tentar ludibriar a Nação. Uma conquista na Copa das Confederações é necessária para se manter o que estamos acostumados há tempos, a política do pão e circo, porém a alta da economia, as riquezas falindo como Vale e Petrobras, o aumento dos alimentos, entre outras coisas dificilmente irá parar a luta contra a impunidade, a obrigação da transparência dos investimentos feitos, e a melhoria nos setores já citados e a revolta do que foi e ainda será investido para termos a Copa.
Assim nada mais justo de parabenizar o povo brasileiro na luta pelos direitos e por fazer o time Canarinho definitivamente jogar com a pátria na chuteira. Ainda falta muito para a torcida retomar o antigo amor pela Seleção, mas a corrente para frente aos poucos parece voltar à ativa.
Até a próxima!