segunda-feira, 1 de julho de 2013

O RETORNO DA SELEÇÃO CANARINHO - Por Rodrigo Curty

E o Brasil conquistou mais um título da Copa das Confederações. A campanha foi inquestionável. Cinco jogos, cinco vitórias e nesta lista equipes como Itália, Uruguai e Espanha foram batidas de forma exemplar.

Hoje o país está feliz demais com a conquista. Ainda mais porque o adversário era a temida Espanha. Não é sempre que se vence a última campeã do Mundo por 3x0 com direito a olé. Eram 29 jogos e três anos de invencibilidade. O título sem dúvida lavou a alma dos torcedores, uma vez que a muito tempo este se preocupa mais com o resultado de seu time de coração do que com a própria Seleção.  

A quarta taça da história nos mostrou alguns pontos para avaliação. A zaga brasileira, apesar de não ter sido exigida como de costume, precisa melhorar. Julio Cesar provou ser um cara maduro e que definitivamente está preparado para pressões. Os laterais não comprometeram, mas ainda não é a de minha preferência, principalmente na direita.David Luiz calou as críticas, mas assusta, Thiago Silva ficou aquém da grife que chegou para o torneio, mas é um grande zagueiro. 

No meio, surpresa como Luiz Gustavo agradou e surpreendeu demais.Não é à toa que foi convocado. No Bayern ele já mostrou seu valor, e na Seleção joga pelo time, isso faz diferença. O que dizer de Paulinho e Oscar? Dispensam comentários, jogaram o fino da bola, não se intimidaram. Já os homens de frente, o questionado Hulk ontem foi muito bem taticamente. Longe de ser melhor que os reservas, mas tem sua parcela na função que lhe foi determinada. 

No ataque a dupla Neymar e Fred calou qualquer crítico. Ambos jogaram demais. Neymar tirou o peso de ser chamado de cai-cai, que tem menos bola do que falam, que só joga contra time pequeno, enfim, o cara mostrou seu talento e a tendência é que evolua cada vez mais. Já o camisa 9 é um centroavante nato. Artilheiro do torneio com cinco gols, decisivo na hora que mais precisa, maduro e consciente que se deve jogar sempre em grupo e nunca individualmente, faz com que seu ciclo no país esteja no fim. O torcedor do tricolor carioca deve sofrer sem Fred, que deve ir para o Manchester City, será?

A vitória nos trás outras certezas. Felipão, mesmo não sendo o nome que agrada todos, aliás não existe alguém unânime nessa função, provou que além de estrela, conta sim com uma competência para provar que as "invenções", jogo duro, atitude e dignidade com a amarelinha dão frutos. 

O time jogou com uma aplicação impressionante. Foi como se fosse o último jogo da vida. Todos se doando para todos. Nenhuma estrela solitária, grupo unido, experiência ajudando os mais novos e ansiosos. Isso sem falar do apoio impressionante do torcedor, onde quer que a Seleção estivesse. O Brasil aos poucos resgata o respeito mundial dentro das quatro linhas. O poder e respeito que se deve ter pelo único pentacampeão, e também sabe que na Copa o papo é outro, apesar desta hierarquia, pois lá estarão Seleções como a Alemanha, Argentina e Holanda. 
Mas hoje é fato que o Brasil das manifestações colaborou para o resultado dentro de campo, mas sou do tempo que não me impressiono com campeões e analiso friamente as conquistas, as cartas marcadas, as políticas que giram em torno deste que talvez seja o esporte mais apaixonante e complexo que existe, afinal tem certas coisas que nele ocorre que não há explicações.
Parabéns Seleção Brasileira que resgatou de vez a paixão, a união deste povo que parecia morto e desacreditado nas mudanças. A torcida é que a velha e conhecida "Corrente para frente" não acabe mais.
Até a próxima!