terça-feira, 29 de outubro de 2013

A RECEITA É SIMPLES - Por Rodrigo Curty

O campeonato Brasileiro, Série A está em sua reta final. Faltam apenas sete partidas, e com ela a preocupação de gigantes que buscam a permanência e de surpresas que sonham em chegar a um torneio internacional.
Se equipes como Atlético PR, Goiás e Vitória, que antes do início do torneio eram tidas como mera coadjuvantes, a realidade mostra que é possível até contarmos com duas destas presentes na próxima Libertadores da América. 
Por outro lado, forças do futebol nacional como a dupla carioca Vasco e Fluminense, o foco é total na luta contra queda, algo já vivido por ambas e que a torcida nem sonha em vivenciar.
O fato é que o planejamento é muita das vezes mais importante do que a própria equipe. A prova disso é que os clubes que estão no topo da tabela não investiram de forma absurda muito para disputar o nacional. Fizeram bem a lição de casa e se viram com um elenco capaz de dar conta e não fazer feio, pelo contrário, elencos que surpreendem até os mais otimistas.
A receita apesar de parecer simples nem sempre é levada à sério, afinal muitos pensam que pelo fato do campeonato contar com 38 rodadas, o tempo de recuperação é algo possível. O problema é que a tabela é muita das vezes cruel e complica a vida dos que achavam que poderiam mudar uma situação adversa. 
A conta é simples. Teoricamente cada equipe joga 19 partidas em seus domínios, e vitória em casa é primordial para no mínimo se manter vivo. Por outro lado, conseguir algumas vitórias fora é sinal de voos maiores que o esperado.
Hoje como já disse  Vasco e Fluminense penam para seguirem na elite do futebol em 2014. O primeiro fez um dos erros mais cruciais daqueles que caem. Troca de técnico em busca de motivação e certeza de sobrevivência. é bem verdade que em muitos dos casos isso ocorre, mas trocar Dorival Jr que fez uma campanha desastrosa, afinal em 29 partidas, foram nove vitórias, oito empates e 12 derrotas não é certeza de sucesso. Vale ressaltar que essa rotina na Era Dinamite é comum. Desde 2008 quando o ex-ídolo do clube assumiu a presidência foram 12 treinadores.
A nova aposta é Adilson Baptista. Ele será o quinto no ano. Antes passaram pelo comando Cruzmaltino, Cristovão Borges, Marcelo Oliveira e Paulo Autuori. Será que a aposta foi boa? Sinceramente não vejo o ex-zagueiro conseguindo alavancar o grupo, mas não só pela sua competência, e sim pelo pouco tempo para treinamentos, ou seja, não terá como mexer muito no que Dorival Jr deixou, assim acredito mais na fuga da degola com a atitude dos próprios jogadores, e claro com torcida pelos maus resultados de equipes logo acima como por exemplo, Portuguesa, Bahia e Fluminense do que méritos do novo comandante. É aguardar para ver.
Por fim, o tricolor carioca para não ficar atrás do rival no quesito mudanças descontroladas já sinalizou Luxemburgo que a chance final de permanência será o FlaxFlu. Tarefa complicada, mas não impossível, o problema é que a equipe neste ano não triunfou em nenhum clássico regional. Cartas marcadas? É aguardar para ver, pois entendo que ganhando ou perdendo, Luxa deve sair.
Vamos ficar também de olho nas outras equipes que lutam para se manter e que podem sim entrar naquelas que correm o risco de mudar técnico quando na verdade a atitude era o que deveria ser mudada.
Até a próxima!