segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O FANTASMA DO REBAIXAMENTO - Por Rodrigo Curty



O Campeonato Brasileiro está em sua reta final. Faltam apenas duas rodadas, e agora a grande emoção do torneio se volta principalmente para quem serão os times rebaixados ao lado do Náutico e provavelmente a Ponte Preta.

No momento a torcida que mais sofre é a carioca. Vasco e Fluminense chegaram ao ponto de terem que somar o máximo de pontos possíveis. Já Portuguesa, Coritiba que já foi até líder, Bahia, Criciúma sofrerão para não completar o quarteto do chamado Z4.

Mas o que deve ficar de lição para os rebaixados? Bem, sempre a mesma dica e conselho. O de se planejar melhor para uma longa temporada, evitar mudanças constantes de direção técnica, possuir um plantel que dê conta do recado e possa disputar competições simultâneas sem ter que priorizar uma ou outra com a esperança de que pelo fato do Brasileirão ser longo, na reta final dá para se salvar.

Está mais do que provado que esse é um dos principais erros de uma equipe que é rebaixada. No ano passado, por exemplo, o Palmeiras passou por isso. Ganhou a Copa do Brasil, mas não utilizou sua maior força no início do Nacional. A torcida se revoltou, exigiu uma série de providências, mas teve que se contentar em ficar mais uma vez de fora da elite.

É claro que no atual nível técnico do futebol brasileiro, qualquer uma das consideradas grandes equipes não só terão a obrigação de voltar como também de ser o campeão como fez o tradicional time palestrino, que diga-se de passagem foi valente, regular, correto e se valorizou desde o início. Foi um modelo de organização a ser seguida pelas outras equipes que jogarão a B no ano que vem.

É claro que também vale reforçar que pela cultura brasileira, um time que cai é tido como uma vergonha, uma agremiação que vira piada nas ruas, um assunto que nem merece ser comentado nas rodas de amigos. Sinceramente isso é pura besteira. O fato é que aquele que cai deve saber se reerguer e provar que é a Série A o local que jamais deveria ter saído.

Apesar da dureza de cair, o fato também deveria ser visto de forma positiva. A direção de um time rebaixado normalmente possui uma postura diferente dos que estão acima. Investe menos, monta equipe para disputar um torneio relativamente mais fácil, não faz logísticas absurdas, enfim, o problema é quando o planejamento dá certo e a troca dos pés pelas as mãos volta à tona no retorno a elite.

Analise comigo e verá que muitas equipes que sobem acreditam que do plantel montado vale manter se muito apenas dez jogadores. Consideram importante se reforçarem e buscarem libertadores, título, mas calma lá, às vezes vale muito mais um time unido e fraco tecnicamente do que ao contrário. Se não fosse assim como explicar a quantidade de times favoritos, nesse ano, por exemplo como Corinthians, São Paulo, Fluminense, Internacional, entre outros que quebraram a cara por não terem dado conta do recado na hora H? 
E as equipes consideradas zebras como Goiás, Vitória e Atlético PR que brigam até o fim pela Libertadores, porém que fizeram bem menos nas ações de marketing e evitaram fazer altos gastos para a temporada? O nome disso é planejamento, confiança e acima de tudo a certeza que o fator casa é essencial para a sobrevivência. Concorda? Vamos aguardar os próximos capítulos de mais um nacional que chega ao fim.
Até a próxima!