segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ANÁLISE DO BRASILEIRÃO 2013

E lá se foi mais um Campeonato Brasileiro, Série A, e com ele também as cenas lamentáveis de violência. Cenas essas aliás, que infelizmente fizeram parte de muitos jogos do torneio. Equipes foram punidas com perdas de mando, prisões de alguns marginais, pois não há outro nome para esses "metidos a machões", mas ainda é pouco para quem gosta do esporte Bretão e que se afasta cada vez mais dos estádios. 
A punição tinha que ser mais rígida. Penso que deveriam jogar a equipe em questão para divisões inferiores ou simplesmente banir por no mínimo 1 ano das competições. Tinha que ter a possibilidade de torcedores entrarem apenas com registro, seja pela digital ou CPF, assim os agressores não pisariam mais nas arenas que deveriam ser apenas para espetáculos de futebol.
Mas esquecemos isso e falamos o que de bom rolou na competição, e alguns pontos para serem analisados.
O campeão foi o Cruzeiro. O clube que conquistou o primeiro título da Era dos pontos corridos, após 10 anos voltou a encantar. De forma legítima, incontestável, e claro com planejamento e sabedoria. O time fez bem a lição de casa, afinal foi batido apenas duas vezes no Mineirão. O craque do campeonato foi da Raposa, Everton Ribeiro brilhou, fez golaços e não se omitiu nos momentos mais duros. Fábio provou que na atual conjuntura deveria ter uma chance na Seleção Brasileira, outros nomes como Ceará, Dedê, Nílton, Borges, entre outros calaram as críticas e desconfianças.
Já Grêmio e Atlético PR garantiram vaga na Libertadores de 2014, e de quebra entraram para história com um feito inédito. Nunca antes no Brasileirão um paulista ou carioca ficou de fora dos três primeiros. Desta forma o tricolor gaúcho chegou aos trancos e barrancos e o Furacão de forma surpreendente já que não era tido como um dos favoritos. Teve de quebra o artilheiro do torneio, Éderson marcou 21 gols. O quarto colocado Botafogo ficou 31 rodadas no G4 e agora torce contra a Ponte Preta na final da Copa Sul-Americana para entrar no torneio continental.
Já na parte de baixo da tabela, algo raro também. Caíram dois grandes times do Rio de Janeiro. O Fluminense que sofreu com a venda de sua espinha dorsal, contusões e erros administrativos graves. Vai precisar se reinventar para voltar a ser um time que encantou como em 2010 e 2012 quando levantou a taça. Já o Vasco pagou pelo fato de investir pouco e sacrificar os mais jovens. Em cinco anos é a segunda queda do Cruzmaltino que não pode achar que a solução agora é trazer Eurico Miranda de volta. A luta deve ser para resgatar o Sentimento, esse que muitos acreditam, mesmo na dor não irá parar. É aguardar para ver. Em relação a Náutico e Ponte Preta, ambos devem sofrer para retornar a Elite.
Vale ressaltar que Internacional, Corinthians, São Paulo, Flamengo e Santos decepcionaram. Estiveram aquém de quem sempre entra como favorito. Esses oscilaram bastante, por alguns momentos sentiram o drama de uma possível queda, vale a lição para não cometerem isso nos próximos anos. Está mais do que provado que planejamento e pés no chão resolvem mais que aventura e gastos pontuais para sair da degola. Ser modesto, saber usar a estrutura, e principalmente fazer a lição de casa é fundamental para chegar longe. Ganhar em casa sempre, cavar alguns pontos fora e ser um time com peças de reposições dão resultado. 
Parabéns ao Cruzeiro, boa sorte a dupla carioca e atenção aos favoritos no papel. Está mais do que provado que nome não ganha jogo, e que nem sempre a mala branca, bastidores salvam um ou outro. Que venham os próximos.
Até a próxima!