quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

MINISTÉRIO PÚBLICO NO COMANDO - Por Rodrigo Curty

O Campeonato Brasileiro de 2013 ainda não terminou. Está certo que apesar de sabermos que o Cruzeiro foi o campeão, diga-se de passagem, de forma legítima, a decisão do STJD de manter a queda da Portuguesa à Série B, e bancar o retorno do Fluminense, por razões que já estamos cansados de saber ainda seguem à tona.
Desta vez, a Portuguesa conta com o importante apoio nessa batalha judicial para se manter na Elite do futebol do país. Trata-se do Ministério Público de São Paulo que instaurou um inquérito civil contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva(STJD). O objetivo é investigar a punição da perda de pontos do clube paulista por ter escalado de forma irregular o meia Héverton, o que determinou o rebaixamento. Pelo fato do Ministério entender que não houve comunicação da punição à Portuguesa, a pena deixa de ter valor jurídico.
Pois bem, a novela seguirá no mínimo até o dia 22 de janeiro, data essa que estarão frente a frente representantes da CBF, STJD e da Portuguesa na audiência onde deverão ser apresentados os esclarecimentos, para aí sim, termos de uma vez por todas uma definição final nas investigações. O que pega forte é o Estatuto do Torcedor, lei federal  que deve se  sobrepor ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva,  e que para o Ministério Público não se fez presente no caso, uma vez que a punição não foi válida por não ter sido de conhecimento do réu.
De qualquer maneira, entendo que o Campeonato de 2014 deve vir para agradar gregos e troianos. Se o torneio de pontos corridos já ocorre há 11 edições, e mesmo assim muitos desejam e sentem falta da emoção do mata-mata, inclusive eu, essa "lambanças" devem determinar a junção das duas fórmulas.
Um formato interessante seria a criação de um turno único com as 20 equipes, e após todos se enfrentarem, passassem adiante as oito melhores, divididos do 1º ao 8º colocado em mata-mata com jogo de ida e volta, e na sequência os vencedores até a grande final para sair o campeão. Dessa forma seriam realizadas 33 rodadas, o que agradaria o Bom Senso FC, e a classe de atletas.
O fato de provavelmente a CBF não querer ir adiante com o risco de sofrer com as medidas judiciais, tudo indica que teremos o retorno de 24 equipes, o que seria terrível para o calendário, mas nesse formato acima, teríamos 37 rodadas, uma a menos do atual com 20 equipes. Caso isso se concretize, para voltarmos a ter um torneio com 20 times, o rebaixamento deveria ser de seis equipes e apenas dois subiriam, algo que sejamos sinceros, dificilmente aconteceria.
Que venham os próximos capítulos. Até a próxima!