segunda-feira, 31 de março de 2014

A QUEDA DOS PAULISTAS - Por Rodrigo Curty


E os regionais seguem aprontando peças nos torcedores das consideradas grandes equipes. Em São Paulo, o Palmeiras foi a bola da vez, em Curitiba, o Coxa também deu adeus, em Santa Catarina nada de Criciúma, e por aí vai. 
A questão da derrota, porém agora vira desculpa dos torcedores eliminados que afirmam que o regional não vale nada, que o que vale mesmo é o Brasileirão, Libertadores para quem está e etc e tal. Pura bobagem, ou você acredita que rubro-negros, cruz-maltinos, santistas, atleticanos, cruzeirenses, gremistas e colorados, entre outros grandes clubes que disputarão as finais aceitarão perder o título?
De qualquer maneira, algo que é preocupante é a falta de interesse dos grandes pelos estaduais. A cada ano que passa, os torneios que eram então os mais charmosos e interessantes no país, principalmente nas décadas passadas perde o encanto. 
O calendário é péssimo e o que poderia ser usado para valorizar os pequenos clubes que muitas das vezes contam apenas com cinco meses de atividade no ano é ter que aceitar os grandes utilizando a competição como laboratório, e pior, quando eliinados usam isso como desculpa.
Em São Paulo, por exemplo, que é grande força do país e tido como o mais estruturado do futebol nacional, sequer conta com algum representante na Libertadores, e tão pouco com o trio de ferro formado por São Paulo, Corinthians e Palmeiras em sua final estadual.
Isso é para muitos algo lamentável, principalmente porque o Santos, que passou sufoco para eliminar a Penapolense, que já havia aprontado contra o São Paulo, passa a ser a salvação do futebol paulista, e com merecimento e competência chega a sua sexta final de Paulistão seguida. A vitória de 3x2 em um sensacional vira-vira valorizou demais os garotos comandados pelo experiente e inteligente Oswaldo de Oliveira, mas bastará uma derrota ou a chamada zebra contra o Ituano para a pressão também fazer parte na Vila Belmiro.

Hoje falam mais da eliminação do Palmeiras do que a honrosa classificação do time do interior, que diga-se de passagem não conseguiu a proeza à toa. É bem verdade que a bruxa andou solta na derrota de 1x0, em pleno Pacaembu. O Verdão que passou a primeira partida no torneio sem marcar teve Valdivia jogando apenas os minutos finais e no sacrifício. Fernando Prass e Alan Kardec se contundindo e um futebol sem vibração, atitude e coragem, por isso a equipe de melhor defesa da competição teve os seus méritos e promete aprontar ainda mais contra o time de melhor ataque. 

Serão dois jogos para saber se a força de São Paulo continuará nas mãos dos grandes ou se realmente a tendência nos regionais ficará a cargo dos pequenos.
Até a próxima!