terça-feira, 6 de maio de 2014

COPA E SUAS TECNOLOGIAS - Por Rodrigo Curty

O povo brasileiro, apesar de não demonstrar em sua maioria empolgação, otimismo e felicidade em ver uma Copa do Mundo no Brasil, deve estar no mínimo preocupado e na expectativa do que o Mega Evento tem a oferecer em seus mais variados segmentos como no turismo, infraestrutura e tecnologia.
A tecnologia aliás, apresentará muita coisa interessante. Eu recomendo para quem deseja saber mais deste importante setor, a leitura da revista Info deste mês, que entre outras importantes matérias nos mostra tudo que envolve a ciência da Copa.
A matéria faz um paralelo do que foi a primeira Copa do Mundo no país em 1950, para essa de 2014. Muita coisa mudou de lá para cá. O público dos estádios era outro, a paixão pela Seleção era bem evidente, os custos mais acessíveis e os palcos que hoje são denominadas Arenas, comportavam uma quantidade bem maior do que nos dias atuais, porém sem a modernidade e exigência da Fifa.
A revista traça também pontos curiosos e suas evoluções. Cita, por exemplo, como uma camisa pode fazer toda a diferença na performance dos atletas. Por mais que possa parecer besteira, se analisarmos friamente iremos concordar que a camisa de 50, feita de algodão pesava muito mais com o suor do atleta do que na primeira mudança em 1994, quando as camisas das Seleções foram produzidas em material sintético e poliéster. Pois é, isso já mudou e muito, mas se não bastasse a atual conta com material de microfibra de poliéster e tecnologia de dri-fit, responsável por extrair o suor do corpo para o tecido, resultando na evaporação mais rápida. 
Outra peça importante do vestuário dos artistas da bola são as chuteiras. Se antigamente eram usadas botas de couro de vaca e canguru, as responsáveis em colocar a bola para dentro agora são tricotadas, o que gera maior leveza e estabilidade, inclusive ganhando cores e personalização. As fabricantes não param de inovar tecnologicamente, afinal qual jogador não busca maior conforto para os pés?
E a peça mais importante do espetáculo? É claro que estou falando da bola. A "majestosa" passou por vários aperfeiçoamentos e não vai parar nunca de inovar. Se em 1950, a tecnologia mais moderna era uma câmara inflada com válvula para enchimento, hoje ela conta com painéis simétricos, melhor textura e tecnologia que permite voltar a sua forma esférica, após ser chutada, inclusive para evitar os problemas da bola Jabulani em 2010.
Mas a tecnologia mais esperada nessa Copa se refere ao que o público torce para não cansar de ver, o gol. Para desespero dos saudosistas, pelo menos no período do evento, não haverá discussão se a bola entrou ou não, reclamações, preocupações tendenciosas de favorecimentos para A ou B que preferem contar com os erros, uma vez que entendem que faz parte do espetáculo. Sinceramente eu discordo, pois penso que o Fair Play e a honestidade devem estar acima de qualquer suspeita. Desta forma, a tecnologia da criptografia que avisará ao árbitro quando a bola cruzar a linha do gol é bem vinda, mesmo com o seu alto custo, uma vez que será usada para evitar erros que na maioria das vezes culmina com eliminações precoces das Seleções.
A tecnologia não para por aí. Hoje os jogadores conseguem através dela saber qual o grau de uma lesão, como melhor a performance e deixar o público maravilhado, seja ele o presente nos estádios ou que assistirá pelos fantásticos televisores, tablets, computadores e smartphones, que não param de inovar.
E aí ficou curioso? Faça como eu e não perca tempo de se atualizar cada vez mais no campo tecnológico da Copa. Compre sua Exame Info e ótima leitura.
Até a próxima!