sábado, 24 de maio de 2014

DEZ VEZES REAL MADRID - Por Rodrigo Curty

A final de mais uma Copa dos Campeões da Europa foi eletrizante, nervosa, surpreendente e com um campeão que não levantava a taça há 12 anos.
Os representantes de Madrid não fizeram feio no belo e lotado estádio da Luz, em Lisboa.  Real e Atlético jogaram no limite, mas venceu aquele que buscou mais o gol e teve o controle emocional e preparo físico, mas o placar de 4x1 foi um tanto que exagerado e cruel para os colchoneros.
Acostumado e maior vencedor da competição, o Real que nos últimos três anos parou nas semifinais, desta vez teve a sorte, camisa, melhor ataque da competição com 41gols e o talento a seu favor
Os comandados de Diego Simeone bem que tentaram. Saíram na frente aos 35' da etapa inicial com Godín, herói do título espanhol, após falha não muito comum do capitão e espetacular goleiro Casillas.
Ao meu ver, o erro do Atlético foi recuar demais e mesmo sem ter um quarteto de atacantes brilhando do outro lado, deveria saber que uma hora a raça, a forte marcação e o jogo para um contra-ataque poderia ser crucial para levantar o seu inédito título. E foi exatamente o que aconteceu.
O Atlético aguentou o máximo que pode, mas nos acréscimos, aos 48' da etapa final, lá estava o ídolo, gigante e guerreiro zagueiro Sérgio Ramos para empatar de cabeça e levar a decisão para a prorrogação.
Estava nítido que o emocional e a falta de pernas para tentar levar a decisão às penalidades iria culminar em algum momento. E olha que isso ocorreu apenas aos 4' do segundo tempo com o galês Bale que errou demais durante o jogo, após bela jogada de um dos melhores jogadores na temporada, o argentino Di Maria que foi bem apenas na prorrogação. O quarteto estava apagado, mas a partir daí ressurgiu.
De fato foi um pecado ser do jeito que foi, mas o futebol é isso mesmo, a partida só acaba quando o juiz apita. O Real queria mais e conseguiu com o brasileiro Marcelo, que sem marcação pode correr e fuzilar o paredão belga Thibaut Courtois.
A partir daí a autoestima que já não existia mais, virou castigo com a penalidade sofrida e cobrada pelo melhor do Mundo Cristiano Ronaldo aos 15', que de quebra igualou o argentino Messi com 67 gols no torneio. Portugal merecia ver o gol de seu pupilo coroando a conquista, mas o drama da derrota maiúscula foi muito cruel para uma equipe que em 13 jogos havia levado apenas seis gols, uma vez que o passado veio à tona, afinal, para que não sabe, há 40 anos, na então única final de Liga dos Campeões disputadas pelo Atlético, o título também escapou nos minutos finais. Na ocasião, o Bayern de Munique fez um gol e forçou um jogo extra, no qual venceu por 4 a 0.
Parabéns aos valentes times, principalmente ao Real que no comando do grande campeão Carlo Ancelotti, que venceu três Champions e com duas equipes diferentes, antes com o Milan (2003/2007) entra novamente para história da competição.
Até a próxima!