quarta-feira, 21 de maio de 2014

O EXEMPLO DO BASQUETE - Por Rodrigo Curty

O tradicional Clube de Regatas do Flamengo está com muitos problemas em seu departamento de futebol. Seja pelas "lambanças" recentes, seja por não fazer o torcedor compreender que existem prioridades no clube, que não apenas o de viver de títulos, mas de uma forma sem parecer amadora.
Bem, se no futebol a tendência é que novas caras surjam, a política de pés no chão sumam aos poucos e, que a pressão por dias melhores sejam mais fortes do que o cumprimento do planejamento, em outro esporte vai tudo bem, obrigado. É claro que eu falo do Basquete.
O rubro-negro venceu a série das semifinais contra o valente time do Mogi das Cruzes por 3x1 e agora terá pela frente o vencedor do duelo entre São José e Paulistano. A série está empatada em 2x2, e na próxima 6ªf, em São Paulo saí o adversário.
O fato é que o basquete do Flamengo conta com alguns importantes elementos que explicam o sucesso. O conjunto da equipe, os salários relativamente pagos em dia, respeito e união entre comando e comandados e, principalmente a falta de estrelismo no grupo. Senão como você explica ora ver Marcelinho Machado, Nicolás Laprovittola, Marquinhos ou a dupla de americanos, Jerome Meyinsse e Tony Washam no banco?
O time que já levantou a taça da Liga das Américas está com um ano maravilhoso. Em setembro terá o Maccabi, de Israel que venceu a Euroliga na final do Mundial de Basquete, mas antes o objetivo do grupo é o de levantar mais um título nacional.O Flamengo é o atual campeão do NBB e busca o terceiro caneco em seis edições. A decisão será no dia 31 de maio, às 10h, na HSBC Arena. 
Uma das receitas desse sucesso é o de vencer as adversidades, entre elas a ansiedade e a certeza de que quando tudo dá certo não há quem segure. O Flamengo às vezes, o que é normal em qualquer equipe e esporte também oscila, mas a diferença do basquete para o futebol é na maturidade e a consciência de que ninguém vence só com o nome. O time de basquete respeita os adversários e se cobra para não pecar quando se mais espera dele, o futebol, por sua vez também mostra respeito e raça, mas o material humano está aquém do que um tradicional clube como esse merece.
Vamos aguardar o que vai acontecer nesta grande final de jogo único, onde entrar desligado ou com excesso de confiança pode custar caro e, para quem torce para o time carioca no futebol, que esse espelho possa ser refletido para os jogadores quando entrarem em campo para as próximas batalhas.
Até a próxima!